Marketing Pleno
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O P PARTIU

O P da FOTOPTICA partiu; e não volta mais. Daqui para frente e para sempre, FOTOTICA. A partir de agosto de 2009 o P é retirado da marca, das fachadas, dos cartões, dos álbuns de fotografia, da narrativa, da história. A FOTOPTICA MORREU; VIVA A FOTOTICA! VIVA?

Tudo começa nos anos 20, mas especificamente em 1920, como uma das primeiras iniciativas empresariais a partir do final da 1ª Grande Guerra. Dentre os imigrantes que escolheram o Brasil para recomeçarem, a presença do húngaro DESIDÉRIO FARKAS, que tinha nos instrumentos de precisão e nas artes gráficas suas duas grandes paixões, e decidiu-se por abrir a FOTOPTICA, filial da empresa HAFA que pertencia a sua família. Era o exato momento em que o mundo e o Brasil descobriam e gradativamente aderiam à fotografia. Naquela época, o centro de São Paulo era o velho centro, que ia da PRAÇA DO PATRIARCA ao LARGO DE SÃO BENTO, e onde pontificavam a RUA DIREITA, a SÃO BENTO, a LIBERO BADARÓ, e a XV DE NOVEMBRO. DESIDÉRIO apostou todas as fichas na SÃO BENTO e lá plantou as raízes de uma aventura empresarial que possibilitou às famílias paulistanas o registro de milhões e milhões de recordações depois de filmes devidamente revelados e copiados em papel fotográfico.

Em poucos meses a pequena loja da SÃO BENTO converteu-se em point. Onde se reuniam os amantes da fotografia, das artes gráficas, designers, e diretores de arte; imediatamente incorporou à sua denominação o positioning CASA DE CRIADORES. 21 anos depois uma segunda loja na própria SÃO BENTO, em 1967 a loja do SHOPPING IGUATEMI, nos anos 80 multiplicou quiosques pela cidade num total de 250, e, assim, tudo o que aconteceu com a fotografia em nosso país, dos anos 20 aos 80, teve a presença da marca, de seu fundador, e muito especialmente de seu filho, fotógrafo magistral, THOMAZ JORGE FARKAS, que assumiu o comando da rede após a morte do pai em 1960.

Em 1998 a FOTOPTICA foi vendida, e em 2007 passou a integrar o grupo holandês HALL INVESTMENTS. E agora o P foi embora, o negócio de fotografia mudou por completo e é outro, e a empresa decidiu concentrar integralmente seu foco na segunda metade da palavra: ÓTICA: Venda de óculos e serviços correlatos para consumidores da classe média do país.

A animação e confiança é enorme, o reposicionamento foi totalmente lastreado por pesquisas e estudos, as lojas renovadas considerando a especialização, e, segundo seus novos proprietários e dirigentes, a ideia é ter 500 lojas até 2012 espalhadas nas principais capitais brasileiras.

Isso posto, sai FOTOPTICA, entra FOTOTICA. Que sobre a MARCA que deixou uma MARCA de emoção e qualidade ocupando espaço privilegiado nas gavetas, nos álbuns e nos corações de milhões de paulistanos seus novos gestores consigam construir um segundo ato com semelhante sensibilidade e competência.

Não vai ser fácil.


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