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HOPI HARI: MAIS DO MESMO

Conforme amplamente noticiado, o HOPI HARI, parque temático que de temático não tem nada, mudou de mãos. Os antigos e exauridos acionistas passaram o empreendimento para a ÍNTEGRA ASSOCIADOS, consultoria especializada na reestruturação de empresas.

Na EXAME datada de 15 de julho, matéria assinada por DENISE CARVALHO, o plano dos novos donos para mudar a história de fracassos do parque: “primeiro pagar a parte da dívida que ainda restou com o BNDES depois de concluído o acordo de aquisição, equivalente a R$ 180 milhões... Depois, a estratégia”.

A ativação da estratégia começou com uma injeção de R$10 milhões no caixa para custear as próximas promoções com o objetivo de aumentar o número de visitantes. Mas a grande novidade está reservada para o segundo semestre, um investimento de R$ 12 milhões numa nova montanha-russa –, segundo os atuais controladores, o primeiro investimento realizado no parque desde a sua inauguração o que está muito distante de ser verdade. Investimento é o que não faltou no HOPI HARI, sempre de forma totalmente equivocada, e que pelas medidas anunciadas vai continuar sendo com os novos gestores. Mais, do mesmo.

Na matéria a revista faz uma oportuna comparação entre o MAGIC KINGDON, ORLANDO/DISNEY, com o HOPI HARI, sob a luz dos números e as diferenças são descomunais. A revista, na medida em que não comenta, e os novos gestores, na medida em que não dirigem os investimentos na direção correta, revelam ignorar, uma vez mais, a verdadeira razão do malogro do HOPI HARI, em tese, um PARQUE TEMÁTICO, à semelhança do MAGIC KINGDON. FALTA O TEMA! FALTA ALMA! FALTA  NARRATIVA. Coisa que o MAGIC KINGDON tem e de sobra.

Quando priorizam A MONTANHA RUSSA, os novos gestores acentuam ainda mais a característica de parque de diversões, ao decadente e equivocado HOPI HARI.


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