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CRISE, QUE CRISE?

Muitas empresas e setores de atividade, com tremendos sacrifícios e alguns cortes, sobreviveram a crise que, muito lentamente, vai se despedindo. Outro tanto ficou pelo caminho e uma eventual recuperação dependerá de uma série de providências, fatores e circunstâncias, ou seja, parte da recuperação permanece em suas mãos, a outra parte dependendo dos acontecimentos, e, muito especialmente, da velocidade da retomada.

Outros e poucos negócios, entretanto, revelaram-se blindados a crise, absoluta e totalmente imunizados. Pelos seus méritos? Muito pouco. Quase que única e exclusivamente pelo comportamento das pessoas, que, em momentos de crise, e como voltou a acontecer, esmeram-se nos cuidados pessoais e sacrificam outras preferências. Cortam o suficiente em muitas outras compras para recuperarem o equilíbrio no “caixa” e ainda um pouco a mais para poderem investir mais no pessoal. Na identidade, no posicionamento, na apresentação.

Terminado o balanço do primeiro semestre deste ano, e já contemplando tudo o que deverá acontecer até dezembro, as estimativas dos fabricantes de cosméticos é de um crescimento em 2009 – ano da crise para os outros – de 11%! Segundo JOÃO CARLOS BASILIO, presidente da entidade que tem a pior dentre todas as siglas, ABIHPEC – Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosmética – o setor deverá ultrapassar a casa dos R$ 24 bilhões, registrando o 14º crescimento consecutivo na casa dos dois dígitos.

Igual performance deverá também ser registrada pelo setor de medicamentos – de novo, pessoas privilegiando os cuidados pessoais e com a saúde – que também deverá ultrapassar os dois dígitos de crescimento. Uma boa parte desse crescimento deve ser atribuída a performance dos genéricos que continuam acelerando. Até a metade deste ano já cresceram acima dos 20%.

Assim, e no momento em que alguns raios de sol pontuam, ainda, poucos setores e mercados, outros poucos não conseguem entender de que crise as pessoas tanto falam e reclamam.


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