Fevereiro de 2009, e, como de hábito, o MADIA que em sua adolescência brincava seus Carnavais em diferentes cidades do interior paulista, agora passa quase todos em NYC, fazendo sua oxigenação anual. Estava estreando a versão da BROADWAY de SHREK e decidiu conferir.
Havia alguma coisa estranha no teatro e no ar. A platéia, constituída na maioria de adolescentes, que em anos anteriores fazia o maior barulho e agitação, silenciosa. Mas, assim mesmo, o MADIA não sacou o que estava acontecendo. No intervalo é que entendeu. Os mesmos adolescentes continuavam em seus lugares para desespero do bar do teatro e dos vendedores de recordações. Todos com os smartphones ligados, e... TWITTANDO. Desde então virou uma febre.
Criado e lançado por JACK DORSEY em março de 2006, levou dois anos e meio, novembro de 2008 para alcançar os primeiros 5 milhões de usuários. 6 meses depois, maio de 2009, já alcançava os 12 milhões, e caminha rapidamente para ultrapassar a casa dos 20 milhões de usuários. Muitos os definem como “a arte de microbloggar – microblogging”. E assim, muitas novas comunidades ou redes sociais de seguidores que seguem e que são seguidos vão se multiplicando na microblogosfera.
Informalmente foram construindo suas regras. Não vale criar personagens, só pode twittar pessoas reais; Tem que ser curto, educado, interessante, convincente, lúdico e relevante em cada mensagem; checar antes de twittar; sempre responder para que sempre seja respondido; e, sempre checar todos os endereços seus no mundo digital em busca de novas mensagens.
Em recentes episódios vem emprestando colaboração inestimável para a disseminação de fatos que levariam horas ou dias para serem acessados, como foi nas recentes manifestações na MOLDÁVIA, e muito especialmente nas eleições do IRÃ. Mas, é igual ou maior falta de educação TWITTAR em determinadas situações quanto palitar os dentes depois das refeições – em casa ou em público.
Alguns adolescentes, e o MADIA se atentou para isso no segundo ato, permaneciam com seus smartphones ligados e vendo a peça e respondendo a seus amigos simultaneamente. Não é das coisas mais smarts – espertas – mas, diante da dimensão do teatro os atores em cima do palco não se incomodavam. Mas, esse mesmo comportamento vem se repetindo em palestras e conferências, em salas de aula, em pregações religiosas, em missas de sétimo dia, em velórios, e até mesmo em mesas de almoços e cafés onde apenas quatro pessoas estão presentes e algum dos participantes tem um olho em quem fala e o outro no gadget. E muitas vezes, concentra-se no gadget e desconsidera o não gadget, ser humano de carne e osso, que está a sua frente, e a semelhança do Padre Vieira, “pregando aos peixes”, ao que resta do robalo em seu prato. Se continuarem com essa postura passarão a vida cultuando a árvore e perdendo as descobertas e encanto de toda a floresta.
É isso aí. O TWITTER é 10! Desde que, usado com propriedade, respeito, educação e sensibilidade. De outra forma, e repetindo o texto e o miolo, é tanta falta de educação quanto o palitar os dentes.
MML – NICK SANDER, REPÚBLICA DA CHINA, especial para o MADIAMUNDOMARKETING.
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