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PREVIDÊNCIA PRIVADA: SINAL VERMELHO

Segundo GUSTAVE FLAUBERT, “Deus e o diabo estão nos detalhes”, ou, conforme o dito popular, “O que dá pra rir dá pra chorar” e é exatamente o que vem acontecendo, finalmente, com a queda dos juros. No balanço final, claro, o saldo é mais que positivo e francamente favorável ao Brasil e aos brasileiros, mas, alguns setores, levarão anos, para se recuperarem dos ferimentos e queimaduras decorrentes. Dentre eles, o da Previdência Privada.

Neste exato momento, para os que adotam uma gestão conservadora, por exemplo, e considerando-se o rendimento das aplicações em renda fixa menos as taxas de administração e carregamento, os fundos de Previdência Privada perdem feio para a prosaica e convencional CADERNETA DE POUPANÇA. E como as previsões são de que os juros cairão ainda mais, a situação só tende a se agravar. Isso posto, os gestores terão que abrir mão de parte de suas remunerações, e se esmerarem na gestão para preservarem minimamente a competitividade.

No caderno ECONOMIA de O GLOBO, uma simulação do que aconteceu com os PLANOS DE PREVIDÊNCIA diante das expectativas passadas, no momento da contratação, e a realidade de hoje. Uma pessoa que pretendia contribuir por 30 anos e receber o benefício durante os outros 30 anos e que ambicionava uma renda de R$ 5 mil ou R$ 10 mil de aposentadoria; na contratação concordou com uma taxa de administração de 3% ao ano, de carregamento de 5% a cada nova contribuição, e calculando um imposto de renda médio de 15%. Para os que buscavam os R$ 5 mil, com uma taxa SELIC de 13,75% ao ano (JAN2009) a contribuição mensal era de R$ 202,90; com a atual, 9,25% ao ano esse número mais que dobra, R$ 568,71; e se chegar nos 8% ao ano, a contribuição mensal vai para R$762,90. Nos que almejavam os R$ 10 mil de aposentadoria, os números correspondentes partem dos R$ 405,79 de janeiro, para os atuais R$ 1.137,43 e eventuais R$ 1.525,80.

Isso posto. Todas as áreas técnicas, mais administrativas, mais marketing quebrando a cabeça para adotar um novo comportamento diante de um ambiente que virou de ponta cabeça em menos de seis meses.


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