Em palestra no evento anual da APAS, ABILIO DINIZ, um dos expoentes do comércio em nosso país, tratou, dentre outros assuntos, de dois importantes temas da atualidade: o fenômeno “atacarejo”, e as marcas próprias.
Sobre o “atacarejo” revelou-se cético e considerou tratar-se de uma manifestação fugaz: “O atacarejo é fashion, é o modelo da moda, todo mundo quer... O momento é de surfar nessa onda que tem mais de dois metros e meio de altura, porque depois o mar vai ficar liso e ninguém mais vai surfar”. Nossos consultores concordam integralmente com ABILIO.
Sobre marcas próprias, “Nunca fomos bons em marca própria. O CASINO (sócio do Grupo Pão de Açúcar) é uma das companhias que melhor trabalha marca própria na França, mas nós temos uma performance ruim”. ABILIO manifestou sua intenção de focar a atenção do grupo em áreas poucos rentáveis, como, segundo ele, é o caso das marcas próprias. Com o que nossos consultores discordam frontalmente.
Na medida em que o próprio ABILIO confessa, que depois de décadas de investimento de tempo, dinheiro, talento, energia e muito mais nas MARCAS PRÓPRIAS ainda não aprenderam a trabalhar com as mesmas e reclama da pouca rentabilidade – de verdade mesmo, e feitas todas as contas com independência e precisão devem dar um tremendo prejuízo – tudo o que tinha a fazer era reconsiderar essa política e concentrar-se no core business do PÃO DE AÇÚCAR e que é o de prestar serviços.
FRANÇA e BRASIL, brasileiros e franceses são radicalmente diferentes. Depois, a gênese das MARCAS PRÓPRIAS na Europa vem de séculos e totalmente decorrente das cooperativas de produtores. Ninguém melhor que o PÃO DE AÇÚCAR sabe o preço de preterir as MARCAS DO CORAÇÃO DOS CLIENTES para beneficiar as MARCAS PRÓPRIAS: pagou um elevado preço pela marca BARATEIRO e teve, a partir da manifestação das clientes, de descartá-la, substituí-la por COMPRE BEM, e trazer de volta as MARCAS CONSAGRADAS.
Ainda veremos um dia uma rede supermercadista declarar o fim das lamentáveis e ridículas MARCAS PRÓPRIAS e concentrar toda a sua atenção no que é, de verdade, seu negócio: lojas limpas, claras, completas, modernas, acessíveis, com todas as MARCAS DO CORAÇÃO de seus clientes, com atendentes prestativos, educados, sorridentes, oferecendo o que mais quer o consumidor moderno e diplomado de hoje: uma memorável e encantadora experiência de compra.
Todo o resto é perda de tempo.
Comentários enviados:
Nome: Iris Aparecida Jefferson Davis
Email: irisdavis@oiu.com.br
UF: SP - Cidade: São paulo
Data: 2009-06-11 11:29:52
Comentário:
É Sr. Diniz precisaria melhorar o atendimento em suas lojas.e também melhorar a aparencia, limpeza e espaços para acessibilidade de todos os prospect. Não que todas as suas lojas tenham estes problemas , não... Mas as da zona Norte tem sim !! Gostaria que o Sr visitasse as lojas sem aviso prévio e verificasse o estado.
Nome: Iris Aparecida Jefferson Davis
Email: irisjdavis@hotmail.com
UF: SP - Cidade: São Paulo
Data: 2009-06-11 11:08:17
Comentário:
Eu concordo com o Sr. Diniz em número, genero e grau quanto as marcas próprias.... Sabe porque?? Porque o consumidor brasileiro é muito ligado em marcas de sucesso e não em preço baixo. Nas ultimas pesquisas realizadas por mim com categorias de prospect C e D eles preferiam comprar os produtos vinculados na mídia do que das marcas próprias. Este estudo vem sendo desenvolvido há muito tempo. E mesmo há 8 anos atrás quando eu era representante dos consumidores no CBD - Vl Guilherme os consumidores daquela loja queriam qualidade e variedade de produtos, pois na maioria das vezes o"" barato saí caro "", podem ocasionar danos de saúde para os clientes como afastar estes clientes destas lojas por não apresentarem produtos do coração . .. Mas não estamos na Europa onde.os recursos da Natureza já quase se estinguiram e que não há mais lugar para se aventurar em táticas de marketing e estratégias de concorrências entre empresas. Lá a situação está bem pior do que no Brasil!! Mas eu parabenizo o Sr. Diniz pela recente compra do Ponto-Frio e espero que sua rede cresça cada vez mais.
Nome: Mariangella Brancon
Email: mariangella.brancon@gmail.com
UF: SP - Cidade: São Paulo
Data: 2009-06-10 15:01:41
Comentário:
Caros amigos, Entendi a matéria sob outro prisma. Talvez a questão seja, não a discussão dos resultados das compras de alguns pontos no varejo; mas sim, o investimento que o grupo tem feito na marca TAEQ, marca própria, que deveria ter seus preços bem abaixo das outras marcas, mas na verdade não têm. Do mesmo modo que a marca DIA% (segmento popular do Carrefour), a TAEQ poderia se tornar rentável sim, se a posicionassem com preços competitivos... ainda mais nessa crise. Bem... são apenas palavras de uma consumidora anônima. Grande abraço, Mariangella
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