O movimento nas oficinas mecânicas do estado de São Paulo, segundo o DIÁRIO DO COMÉRCIO, caiu em 30%. A expectativa era a melhor possível no segundo semestre do ano passado, muito especialmente diante da nova obrigatoriedade da “INSPEÇÃO VEICULAR”. Apenas os excessivamente previdentes decidiram dar uma passadinha no mecânico de confiança para verificar se tudo estava nos conformes antes de submeter seus carros ao veredicto das “autoridades”. Todos os demais, até porque a inspeção é só para os carros de 2003 para cá, seminovos e com injeção eletrônica, foram direto para o exame sem “estudo, cola ou recordação”. E, depois, veio a crise, e sobrou para os mecânicos.
Para os mecânicos, para os dentistas, para os médicos, para os advogados, para os carpinteiros, para os pedreiros, e para todos os demais prestadores de serviços incluindo todos os produtos que agora, finalmente, são entendidos também como prestadores de serviços, que, PODEM ESPERAR!
O filtro é esse: “PODE ESPERAR?”. “Não dá pra fazer depois?”. “Precisa ser agora?”. Ou seja, e de verdade, não sobrou para ninguém, sobrou para todos. O que determina o que vai ser feito ou contratado é a necessidade premente e vital. Estourou o cano e a inundação da casa ou do apartamento, começa chama o encanador. Pegou fogo, chama o bombeiro. Caiu o dente da frente, corre pro dentista; se for dos detrás, dá pra esperar...
Mas, como toda a regra tem exceção, nessa crise caminham imunes e insensíveis, ou, suavemente impactados, os CUIDADOS PESSOAIS. Os produtos de beleza, a ida ao cabeleireiro, a manicure. Por muitas outras razões, mas também por se encontrar nesse território dos quase imunes à crise, a NATURA acaba de anunciar o melhor primeiro trimestre do ano de toda a sua história.
Além da crise, e na matéria do JORNAL DO COMÉRCIO, duas curiosidades. CARLOS DAMAS, dono da oficina TECMEC, disse: 1 – “Meus clientes sabem que o carro tem algum problema, mas vão adiando a vinda ao mecânico até o carro parar. Aí empurram até a oficina ou mandamos o guincho pegar. Têm dias que parece combinado, todos quebram juntos e a oficina lota...; ” 2 – “Antes quem trazia o carro para o conserto era o homem. Hoje as mulheres são a maioria porque o homem já não tem mais tempo. Quando eram os homens, queriam saber tudo, exigiam todas as explicações... Já a mulher não tem o menor interesse por essas coisas de mecânica; só quer saber quando fica pronto... o mais rápido possível...”.
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