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The World Marketing Place
REVISÃO DE FORMATOS

No início eram as pedras. Duas pedras atritadas que produziam o fogo. Depois os palitos de fósforo. Mais para frente os isqueiros. Depois os acendedores... ou seja, o serviço comprado continua sendo rigorosamente o mesmo, a possibilidade de se atear fogo ou acender, o formato é que mudou. No início eram as tochas, depois as velas e lamparinas, mais adiante as lâmpadas... ou seja, o serviço continua sendo o mesmo, o de produzir a luz, o formato é que mudou. E assim, o mundo descobriu um dia o marketing, e através do marketing que não existem produtos, apenas objetos e formas que denominamos produtos e que carregam em si os serviços que as pessoas compram. O mundo descobriu que as pessoas só compram os serviços que os produtos são capazes de prestar. E no dia que surge um novo que presta esses serviços de uma forma melhor, mais conveniente, mais acessível em todos os sentidos, babau...

O mundo jamais comprou jornais; o mundo jamais comprou revistas; o mundo jamais comprou rádio; o mundo jamais comprou televisão. O mundo sempre comprou e continuará comprando os serviços de informação que um objeto ou formato é capaz de prestar de forma relevante, prática, acessível, lúdica, encantadora. E neste exato momento milhares de pessoas em todo o mundo mudam para novos formatos... Apenas isso.

O desafio dos formatos convencionais é descomunal. Encontram-se definitiva e culturalmente aprisionados a um modelo. E terão uma dificuldade praticamente insuperável – com raríssimas exceções – de sobreviverem diante dos novos formatos de iniciativa de novos players. Têm que fazer, simultaneamente, dois movimentos: descontinuar o velho e desinteressante, e colocar em pé o novo. Pior ainda, se demorarem muito, os novos players ocuparam toda a cena e as dificuldades serão infinitamente maiores.

Dentre todos os formatos de prestação de serviços de informação, o que ingressou totalmente na área de risco e já vê muitos dos mais importantes players tombarem, são os jornais. Matéria especial da CARTA CAPITAL assinada por EDUARDO GRAÇA de NOVA YORK traz o primeiro placar da crise dos jornais nos EUA: 93 jornais deixaram de publicar edições impressas diárias desde meados de 2008: entre eles, o The Examiner de São Francisco, e o The Washington Times, da capital. 6 abandonaram o mundo real e só existem na internet: Kansas City Kansas, Seattle Post-Intelligencer, The Christian Science-Monitor, de Massachusetts, The Ann Arbor News, de Michigan, e o Hoy, de Nova York, dirigido a comunidade latina da cidade. E 5 pediram a falência. Dentre eles, o The Tribune Group proprietário do CHICAGO TRIBUNE, LOS ANGELES TIMES e BALTIMORE SUN.


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