O bairro de HIGIENÓPOLIS na cidade de São Paulo é considerado um dos melhores para se viver. E até por isso, o preço de seus imóveis figuram entre os mais caros da cidade. Lá existe um casarão tombado, onde em seus últimos anos e antes de ser comprado pelo GRUPO MALZONE, era utilizado pela Secretaria de Segurança do estado, mais especificamente pela Divisão Antissequestro da Polícia Civil, e que como é do conhecimento de todos, teve e infelizmente ainda tem muita demanda.
Esse “casarão assombrado” foi construído e pertenceu ao barão do café, CARLOS LEÔNCIO DE MAGALHÃES, mais conhecido como “NHONHÔ”. Como referência “NHONHÔ” recomendou aos arquitetos responsáveis pelo projeto que se inspirassem nos casarões da cidade de PARIS do século 19. Antes de ver seu casarão de 2,4 mil m2 pronto “NHONHÔ” morreu e já em seu enterro atribuía-se como razão de sua morte as forças negativas que tomaram conta da obra durante todo o processo de construção. E a fama de mal assombrado ganhou sustentação e se disseminou pela morte de dois de seus filhos no local: um se afogou numa banheira e o outro enforcou-se no lustre do salão principal. E, depois, e por lá, passaram ladrões, sequestradores, e muito mais. E por essas coisas que só acontecem em nosso país, a edificação que não tem a mínima importância em termos de arquitetura, e muito menos de história relevante e positiva, foi tombada.
De qualquer maneira, no seu quintal começam nos próximos meses as obras de ampliação do SHOPPING PÁTIO HIGIENÓPOLIS. Que tem uma história exatamente oposta a do casarão. Foi amaldiçoado, execrado, abominado durante anos e em todo o processo de sua construção – de 96 a 99 – por algumas “lideranças” da comunidade incapazes de conviver com o antigo e com o novo de uma forma sensível e inteligente, e que acabaram amedrontando e assombrando centenas de pessoas que colocaram suas assinaturas aderindo, no impulso, a um movimento sem o menor sentido. Todas essas pessoas, sem exceção, que não sejam parte das “lideranças” que adotaram a cegueira voluntária como razão de vida, adoram, hoje, o SHOPPING PÁTIO HIGIENÓPOLIS.
Ao contrário do “casarão assombrado” que em dois ou três anos passa a integrá-lo, o SHOPPING HIGIENÓPOLIS trouxe luz, vida, segurança, conforto, facilidades, serviços e muito e muito mais para os moradores do bairro e das vizinhanças. Num bairro onde vivem muitas pessoas de 60 ou mais anos, sua existência mexeu, positivamente com todas elas. Quem sabe, até mesmo, e sem medo de exagerar, na medida em que se relacionam e movimentam mais social e fisicamente, garantindo a elas novas e consistentes razões para prolongarem suas vidas.
Assim, o desafio está lançado. O que fazer-se com um “casarão assombrado” que passa a ser, dentro de meses, parte de um shopping iluminado, que trouxe luz, vida, alegria e felicidade a seus frequentadores. Esse desafio, e todas essas circunstâncias, precisam, agora, ser mais que consideradas pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, responsável pela sua revocação e utilização.
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