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WEBJET DIZ A QUE VEIO

Na medida em que a GOL, equivocadamente, renegou seu modelo, referenciou-se na TAM, e prematuramente degenerou-se, o descomunal mercado das tarifas baixas – em decorrência de um modelo que possibilite essa prática – voltou a ficar na expectativa de novos players. Já no ar há meses a AZUL, com um craque na especialização em seu comando, e agora, e depois de permanecer em silêncio durante quase dois anos, a WEBJET vai revelando suas “asinhas”.

Todos os anos GUILHERME PAULUS transforma seu WORKSHOP anual – da CVC – numa grande festa e celebração, com direito a convidados, políticos, autoridades do setor, e muito mais. E é exatamente durante esse evento que os planos de seus grupos, onde se insere a WEBJET são revelados. Antecedendo ao WORKSHOP GUILHERME PAULUS anunciou ao mercado a contratação de JOSÉ WAGNER FERREIRA – ex-VASP e TAM – para o comando da empresa, e, durante o evento, outras informações sobre as propostas da WEBJET foram divulgadas.

À semelhança da maior referência no território, a SOUTHWEST AIRLINES, a WEBJET concentra toda a sua operação num mesmo tipo de aeronave: BOEINGs 737-300. Hoje já são 11 aparelhos, seis próprios e cinco em operações de leasing, e até julho mais dois novos BOEINGs chegando. Saltar dos atuais 3,7% de participação de mercado para 5% até o final de 2009. Melhorar os índices de ocupação das aeronaves, e que já se situam dentro da média em muitos momentos, e bem acima, em outros – 69% em dezembro 2008, e 74% em janeiro 2009. Continuar estimulando, pelo preço e pelas facilidades de pagamento, mais brasileiros que nunca viajaram de avião, fazê-lo pela primeira vez.

TAM e GOL revelam-se mais que incomodadas. Agora têm pela frente dois gigantes – líderes – com credenciais de sucesso em suas trajetórias. Precisam definir, de verdade, quais os seus posicionamentos daqui para frente. Não é suficiente fazerem apenas planos de vôos para suas aeronaves. Chegou a hora de definir o plano de vôo das duas companhias.


Comentários enviados:
Nome: Cesar Nogueira
Email: caesarepartners@gmail.com
UF: SP - Cidade: SP
Data: 2009-04-02 10:30:23
Comentário:
Não é fácil manter o modelo verdadeiramente low fare num mercado onde os orgãos "competentes" proibem o... livre mercado ! Além disto, gerenciar tarifas arbitrárias, pois paga-se pelo que não se entrega-auxílios navegação inoperantes, sistemas de aproximação instrumento inoperantes, comunicações de péssima qualidade, altos níveis de burocracia, taxas de parking, pouso, decolagem, navegação, etc,etc,etc...que alimentam um gigante preguiçoso chamado INFRAERO, quebram, no médio prazo, qualquer empresa que efetivamente queira atender no modelo de baixo custo. Correção: A Southwest Airlines é um exemplo errôneo para uma comparação: Nos USA, as tarifas são praticamente inexistentes ou baixissimas, efetivamente existe toda uma estrutura operacional que dá feed back as aeronavers nas diversas etapas de vôo e os impostos em geral (inclusive sobre o combustível) MUITO MAIS BAIXOS... Francamente, torço para que a Azul e Webjet consigam se manter no modelo low fare. Mas tenho sérias dúvidas se conseguirão de fato. A Gol não mudou por opção. Mudou por causa do tropeço Varig e por causa de tudo o que foi descrito acima...

Nome: Edison Luiz Dias
Email: edisonluiz@fesppr.br
UF: PR - Cidade: Curitiba
Data: 2009-04-01 20:00:57
Comentário:
A sede pelo lucro a qualquer preço, de fato tem levado muitas empresas a ignorar algumas regras de ouro do gerenciamento estratégico de negócios. Que fique o recado a essas empresas de que os tempos são outros e que suas estratégias no mínimo precisam possuir contronos de sustentabilidade para com o mercado.



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