Mba 2009
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SALÕES DE BELEZA, E, CONTAMINAÇÃO

Ao preparar sua tese de doutorado, ANDRÉIA CRISTINE DENELUZ SCHUNCK DE OLIVEIRA, enfermeira do Instituto de Infectologia EMÍLIO RIBAS (SP), visitou durante dois anos salões de beleza dos bairros da capital paulista e dos shopping centers. E constatou, para perplexidade geral de todos, que NENHUM DOS 100 PROFISSIONAIS DESSES SALÕES QUE ENTREVISTOU, SABEM ESTERILIZAR CORRETAMENTE O MATERIAL QUE USAM. Mais ainda, que 10% deles contraíram doenças – hepatite – por má esterilização – 8 do tipo B e 2 do tipo C.

Em entrevista ao DIÁRIO DE S.PAULO, CRISTINE detalhou suas constatações: “Quando você pergunta aos profissionais se sabem dos riscos que correm e que submetem seus clientes, a maioria diz que sim; quando você confere seus procedimentos descobre que são insuficientes para por fim aos vírus...”.

Como é do conhecimento de todos, o vírus da hepatite é um dos mais resistentes. A hepatite C que é crônica e não tem cura, o vírus sobrevive até 3 dias; E a B, que tem cura em 90% das situações, o vírus sobrevive durante 7 dias. A eliminação dos dois implica numa higienização rigorosa e permanente do ambiente - várias vezes ao dia – e deixar todos os instrumentos pelo menos uma hora em estufa comum, ou meia hora em autoclave adequada. Pela pressa, pela necessidade de atenderem cada vez mais um número maior de clientes, muito especialmente nos shopping centers, essas providências mínimas são negligenciadas.

8% das entrevistadas usavam forno de cozinha para fazer a esterilização, e 2% pura e simplesmente não esterilizavam. Se o número de clientes que levam seu alicate, espátula e lixa de casa já vem crescendo, agora, com a pesquisa da CRISTINE, esse número vai multiplicar-se algumas vezes.


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