Marketing Pleno
The World Marketing Place
SOLTEIROS E FREQUENTADORES DE FARMÁCIAS

O tiro no pé que as grandes redes supermercadistas vem dando ao instalarem farmácias em anexo as suas principais lojas, alocando tempo, dinheiro e gestão em atividade que não lhes diz respeito e perdendo de vista o que deveriam melhorar e anda mal que são os serviços específicos que deveriam prestar e que os consumidores esperam desses estabelecimentos, acaba de receber uma nova e colossal ducha de água fria. Pesquisa nacional realizada pelo NIELSEN revela que 10,4% a mais de “singles” – pessoas que moram sozinhas -, optaram por comprar, além de remédios, produtos de cuidados e higiene pessoal, e de quebra, outros produtos a mais, nas farmácias das esquinas das médias e grandes cidades. Ou seja, as grandes redes não só não conseguem atrair esse público específico com suas “farmácias em anexo”, como vem perdendo venda de outros produtos para as farmácias independentes.

Algumas farmácias exageraram no passado, chegando inclusive a vender sorvetes, por exemplo, mas em pouco tempo a ANVISA determinou que cessassem nessa prestação de serviços. Muitas redes de farmácia não se conformam com as proibições e vão a justiça. Muitas das farmácias da rede PAGUE MENOS, por exemplo, continuam vendendo sorvetes em suas lojas e amparadas por liminares. No mês, de janeiro, essa rede vendeu no total 100 mil quilos de sorvetes.

Até o final do primeiro semestre, e depois de uma longa e exaustiva queda de braços, ficará definitivamente definido o que as farmácias podem, e o que não podem vender. Tudo leva a crer que as farmácias serão impedidas de vender cartões telefônicos, isqueiros, bebidas lácteas, cereais matinais, balas, doces, barras de chocolate e determinados artigos para bebês. Mas, serão liberadas para venderem ou continuarem vendendo leite em pó, pilhas, meias elásticas, cosméticos, água mineral, produtos de higiene pessoal, dietéticos, repelentes elétricos, mel, produtos ortopédicos e de higienização de ambientes.


Comentários enviados:
Nome: Ruy Lopes
Email: adm_ruylopes@hotmail.com
UF: RR - Cidade: Boa Vista
Data: 2009-03-31 12:59:57
Comentário:
Caros amigos, o que se deve levar em consideração, em um assunto desses, é a velocidade em que a sociedade se encontra. Hoje quase não temos tempo para nossa família, cada vez mais o mercado caminha para a oferta de comodidade e conveniência, por tanto acho natural que determinados segmentos acabem abraçando produtos complementares, os solteirões e os ocupados agradecem. E se o mercado deseja que assim seja e paga por isso, que mal tem?

Nome: Ricardo Leça
Email: rleca@globo.com
UF: SP - Cidade: São Paulo
Data: 2009-03-25 14:55:19
Comentário:
Por que não, a exemplo dos americanos, as farmácias não podem ser alocadas dentro dos supermercados, como um departamento? É uma luta meio insjusta, pois há sabidamente mais farmácias do que padarias ou/e pizzarias. Este antigo assunto, assim como vários em nosso país, esta em pauta na Abras e Apas, há mais de uma década e nenhuma decisão até a agora. Tomara não haja possibilidades de recorrem a outras instancias e este seja mais um causo que prescreva a revelia de nossa "otoridades".



Envie o seu:
Nome:
E-mail:
Cidade:
UF:
Mensagem: