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CARNAVAL É COISA DE VELHO?

Ou os compositores modernos não estão com nada, ou, definitivamente, os jovens não frequentam mais os bailes de Carnaval, ou ainda, se frequentam, acabam subjugados pelos mais velhos – orquestras e seus pais/avós -, e se rendem cantando as marchinhas do passado.

A sucursal da FOLHA do RIO DE JANEIRO, em matéria produzida por FÁBIO GRELLET, decidiu mergulhar e condensar os dados do ECAD – Escritório Central de Arrecadação e Distribuição – e referentes à execução de músicas nos bailes de Carnaval, de 2001 para cá. E para susto de todos, a suposta número 1, “FESTA”, grande hit de IVETE SANGALO, figura modestamente na 10ª posição. Antes dela, outras 9 marchinhas, com idade média superior a 40 anos!

O primeiríssimo lugar pertence a marcha de ROBERTO KELLY e ROBERTO FAISSAL, de 1963, “CABELEIRA DO ZEZÉ”. O segundo lugar, a uma marcha mais antiga, ainda, de autoria de GLAUCO FERREIRA, HOMERO FERREIRA, e IVAN FERREIRA, 1959, “ME DÁ UM DINHEIRO AÍ”. O terceiro pertence a uma mais antiga ainda, e de autoria de JARARACA e VICENTE PAIVA, 1936, “MAMÃE EU QUERO”. E na quarta posição, e supostamente, uma composição do século retrasado, 1899, de autoria de JOANA BATISTA RAMOS e MATHIAS DA ROCHA, “VASSOURINHAS”!

Já o quinto lugar é de uma composição “mais recente”. De 1931, de autoria de LAMARTINE BABO, JOÃO VALENÇA e RAUL DO REGO VALENÇA, “TEU CABELO NÃO NEGA”. No sexto, “CIDADE MARAVILHOSA”, 1934, ANDRÉ FILHO. Em sétimo, ”SORTE GRANDE”, 1999, LOURENÇO. Na oitava posição, “JARDINEIRA”, de BENEDITO LACERDA e HUMBERTO CARLOS PORTO, de 1938. Na nona, “MULATA YÊ YÊ YÊ”, 1964, de JOÃO ROBERTO KELLY. E finalmente, na décima, a única do novo milênio, “FESTA”, 2001, ANDERSON CUNHA.


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