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OS HOMENS E AS PLÁSTICAS

“Os homens procuram o rejuvenescimento fácil até por conta do trabalho, pois acreditam que a aparência desgastada pode fazê-lo perder competitividade”. E PODE! A declaração entre as aspas é do médico cirurgião ALEXANDRE PIASSI PASSOS, membro da SBCP – Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, à DANIELE MADUREIRA, de VALOR. E é uma fotografia perfeita do momento em que vivemos, em que a crise toma conta do cenário, e profissionais e executivos na faixa dos 40/50 anos, na iminência de perderem seus empregos ou serviços que prestam, decidem investir pra valer na aparência pessoal.
 
A começar pelo rosto, fator decisivo no processo de seleção e escolha. Dos que vão permanecer, dos que vão ser despedidos. Dos que vão ser escolhidos para os últimos empregos restantes, ou dos que vão ser selecionados para a prestação de serviços de uma sociedade cada vez mais terceirizada.

No ranking das correções e atualizações mais procuradas pelos homens, “lifting” para correção de pálpebras caídas, olheiras e papadas no pescoço, mais lipoaspiração para todos os bem-sucedidos em regimes alimentares, e cirurgias para redução do estômago.

Na matéria de VALOR, alguns números do HOSPITAL SÃO LUIZ da cidade de São Paulo, um dos campeões de cirurgias plásticas no país. Entre outubro de 2008 e janeiro de 2009, ou seja, em pleno “olho do furacão” da crise, crescimento de 13,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, onde a crise era uma possibilidade remota e distante; e, se viesse, uma “marolinha” como dizia a dupla caipira desafinada, míope e inconsequente SILVA e ROUSSEFF.

Muitas cirurgias que no passado eram quase que exclusivamente procurada por mulheres, como as do nariz, hoje em muitos médicos 30% dos pacientes são homens. Com alguma timidez, ainda. Vão ao consultório, com problemas mínimos de desvio do septo e “já que” terão que passar por uma pequena cirurgia, aproveitam para uma melhoria no visual.

Ou seja, foi-se o tempo em que plásticas masculinas só ocorriam na infância por “orelhas de abano” ou excesso de “mama”. E com a possibilidade agora aprovada pelo BANCO CENTRAL de GRUPO DE CONSÓRCIOS PARA CIRURGIA PLÁSTICA, cirurgiões plásticos esfregam as mãos e afiam os bisturis. No território deles, a crise passa a uma longa distância. E até ajuda!


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