No balanço de 2008 dos medicamentos para disfunção erétil a GAZETA MERCANTIL foi ouvir os principais players da categoria. De verdade, mesmo, dois, na medida em que os demais nem completaram ainda a primeira curva da primeira volta e os dois, CIALIS e VIAGRA já deram mais de dez voltas.
O diretor de marketing da LILLY, LUCIANO FINARDI, atribui a consolidação da liderança do CIALIS em 2008, ao intenso e competente trabalho realizado junto a classe médica, evidenciando os benefícios do medicamento além da questão sexual: “Sabemos que há uma massa de homens que não se trata e, pior, não percebe que a disfunção erétil pode ser sinal de problemas vasculares mais sérios”.
Já ADILSON MONTENEGRO, diretor da unidade de cuidados primários da PFIZER, mãe do VIAGRA e criadora da categoria, revelando que em 2008 o medicamento voltou a crescer de forma significativa, assim explica a perda da liderança, “Pagamos o preço de sermos pioneiros e agora estamos trabalhando para recuperar a liderança com a vantagem de ter um produto que representa o segmento”.
Como temos comentado neste landmarketing, desde o momento em que a LILLY lançou o CIALIS e em que prognosticamos que uma exceção aconteceria, onde o “first mover”, o inventor e sinônimo da categoria – “pessoas compram um VIAGRA da CIALIS” – perderia a liderança pelo posicionamento equivocado que valoriza o sexo rápido e fugaz, que fundamentalmente desagrada a parte que na quase totalidade das vezes concede em ter a relação – a mulher –, que privilegia preliminares, conversas, carinho, sedução – e aí se posicionou o CIALIS com suas 48 horas, a pílula amarela derrotou a azul. Muito mais que qualquer trabalho realizado junto a comunidade médica, o segredo da vitória e do sucesso foi o POSITIONING. O segundo em importância dos 12 “Ps” do MARKETING, contribuição da dupla AL RIES e JACK TROUT, e neste momento com uma edição histórica do livro no forno da MBOOKS para ser lançada, sob o endosso da ACADEMIA BRASILEIRA DE MARKETING.
Os números de 2008, onde a categoria voltou a crescer, revelam uma venda de 6,89 milhões de unidades de todas as marcas, com um faturamento total de US$ 259,5 milhões. E o agora líder, com a posição consolidada, CIALIS, com uma participação caminhando para 45%, que fechou o ano na 2ª posição dentre os remédios mais vendidos no Brasil, perdendo apenas para o analgésico DORFLEX.
Comentários enviados:
Envie o seu:


