Que o clima mudou é líquido e certo. Muito especialmente nas cidades – metrópoles – que foram arrancando árvores e fincando casas e edifícios, e cobrindo a terra com asfalto e os rios com ruas e avenidas. São Paulo é um dos melhores – ou melhor, piores – exemplos dessa triste realidade.
Nos anos 60, ainda garoava, e de muitos cantos da cidade era possível conferir o tempo e as horas no relógio da WILLYS, hoje ITAÚ, no cocuruto da Paulista, topo do CONJUNTO NACIONAL. Essa São Paulo, há décadas, não mora mais aqui.
Mas, da virada do milênio para cá uma nova e radical mudança no tempo e no clima se faz presente. E que dentre outras consequências, faz com que a chuva não pare de cair na cidade de São Paulo nos últimos 14 meses seguidos. Com raríssimas exceções – apenas 3 semanas em 2008 não caiu um único pingo d’água -, nas primeiras semanas de 2009 chuvas todos os dias; isso mesmo, todos os dias.
Muitas empresas amargam terríveis prejuízos, outras até mesmo inundações, taxistas e passageiros se desesperam, e vendedores de guarda-chuvas e shopping centers batem recordes; de vendas, o primeiro, e de frequência, o segundo. Que no segundo, e não necessariamente se traduz em aumento significativo nas vendas das lojas, mas se traduz, sim, em aumento brutal na venda de serviços de alimentação e entretenimento.
Dentro desse contexto, e saudando as chuvas que não param de cair, o presidente da REDE CINEMARK, MARCELO BERTINI, declarou a VALOR que “Janeiro de 2009 foi o melhor janeiro de muitos anos”. As 394 salas da rede receberam naquele mês um total de 3,823 milhões de pessoas: 41% a mais que as 2,711 milhões de 2008, e 48% a mais que 2007.
Segundo GUILHERME ARANTES, “Certos dias, de chuva, nem é bom sair de casa, agitar, é melhor dormir...”. Mas, quando a chuva não para, e como ele mesmo recomenda, “deixa chover”, a alternativa é ir ao shopping, pegar um cineminha, comer na praça de alimentação...
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