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O FIM DOS JORNAIS GRATUITOS?

Nas principais esquinas das grandes metrópoles, todas as manhãs, milhares de exemplares dos jornais gratuitos são distribuídos. Assim como em pontos de ônibus estrategicamente localizados, e nas proximidades das estações do METRÔ. Na opinião de muitos, e quando esses jornais foram lançados, uma quase certeza de seus sucessos. Opinião não compartilhada por nossos consultores, que naquele momento, manifestaram seu total ceticismo quanto a nova modalidade de jornal. Simplesmente porque a oportunidade era imediata e fugaz, dentro de um mundo em radical transformação, onde novos meios de prestação dos serviços de informação, muito mais modernos, lúdicos, instigantes, sedutores, passavam a ser oferecidos. E, também, sem nenhum custo para o leitor, ou receptor da informação.

Por essa razão, não nos surpreendemos diante da notícia do mês de janeiro de 2009, que um dos mais importantes de todos, o METRO da ESPANHA, do grupo METRO INTERNATIONAL – terceira maior empresa de jornais do mundo – depois de 8 anos de tentativas e investimentos de 25 milhões de Euros, jogou a toalha e encerrou suas atividades. No entendimento de nossos consultores, o efeito dominó é inevitável: outros jornais com as mesmas características do próprio grupo – que atua em outras 150 cidades de 22 países -, assim com de seus concorrentes, deixarão as ruas no correr deste ano. Muito mais que a crise atual, que configura importante empurrãozinho em direção ao abismo, a causa mortis é a PERDA DE RELEVÂNCIA, diante de outros prestadores de serviços infinitamente mais convenientes sob todos os ângulos de análise.

Enquanto escrevíamos estes comentários, novas notícias chegam pelo ISS informando sobre a crise dos jornais gratuitos: na FRANÇA, e no total esses jornais registram uma queda em sua publicidade de 13%, na Inglaterra os dois principais jornais registram prejuízos insuportáveis nos dois últimos anos, e nos EUA, um dos mais importantes desses jornais, o BALTIMORE EXAMINER, alertava seus investidores e leitores que está na iminência de encerrar suas atividades.

Especificamente na cidade de São Paulo, a lei da cidade limpa, e a impossibilidade das imobiliárias panfletarem nas ruas, deu um fôlego extra para esse tipo de publicação. Mas, em nosso entendimento, não suficiente.


Comentários enviados:
Nome: Alberto Frazão Junior
Email: alberto.junior@metronews.com.br
UF: SP - Cidade: Guarulhos
Data: 2010-02-23 15:43:35
Comentário:
Eu ao ler o texto acima e juntamente os comentários fiquei assustado, pois todos falam dos dois jornais que existem no brasil a 4 anos, e que chegaram com verba da Europa, e todos esqueceram do 3 jornal mais lido da cidade de são paulo, é o que aponta as pesquisas Ipsos Marplan, o Ibope entre outras ... o Jornal METRÔ NEWS que a 35 anos circula nas estações de metrô de são paulo, criado junto com as primeiras estações de metrô, quando não existia nenhuma tendencia mundial para se criar jornais gratuitos o senhor paschoal Thomeu criou o METRÔ NEWS ... e ate hoje ele circula com todas as estações de metro, ele é o jornal gratuito em franco crescimento no brasil, pois a cada nova estação de metrô em sp ... um novo ponto de distribuição ... por isso pergunto será que ele ira parar de crescer ? ... valorizem o brasil e seus produtos ...

Nome: Joaquim Ribeiro
Email: joaquimdiasribeiro@sapo.pt
UF: -- - Cidade:
Data: 2010-01-26 15:49:18
Comentário:
Existe em Portugal um jornal local de distribuição gratuita.Pode ver em www.opovofamalicense.com. Este jornal já existe à 10 anos com uma distribuição de 15.000 exemplares para uma população de 140.000 habitantes em 49 freguesias.

Nome: Ricardo Sergio
Email: ri_adamo@hotmail.com
UF: -- - Cidade: sao paulo
Data: 2009-08-24 16:49:13
Comentário:
Se compararmos com os números acredito que os jonais gratuitos tem conseguido entregar seus números. Uma vez que a crise chegou em todos os veiculos de comunicacão . e não podemos deixar de dstacar que o Grupo Brandeirantes esteja tocando esse projeto com o METRO BRASIL.

Nome: Jorge Ciriaco
Email: jorgecsilva@bol.com.br
UF: RJ - Cidade: Rio de Janeiro
Data: 2009-06-20 21:54:55
Comentário:
Realmente o meio gratuito está preocupante... concordo com a maioria de vcs.. Mas não intendo a cultura de um país que paga muitas das vezes por um jornal que é cópia fidedigna do outro enquanto o gratuito que traz as mesmas notícias não recebe o mesmo valor. Mais uma vez creio que só damos valor para aquilo que nos dói no bolço.

Nome: Amauri Morais
Email: amauri@goldentepee.com.br
UF: SP - Cidade: São Paulo
Data: 2009-03-17 15:08:53
Comentário:
Desculpem-me a ignorância, mas poderiam traduzir-me o que significa " hibridização dos meios de comunicação", citado pelo Sr. Carlos Bandeira?

Nome: Antonio Alves
Email: alves@hotmail.com
UF: MS - Cidade: Campo Grande
Data: 2009-03-10 23:59:30
Comentário:
Penso que vai demorar um pouco para chegar ao fim, claro desde que tenha e mantenha certo conteúdo. Veja que ainda é uma boa alternativa para impactar público específicos, exemplo passageiros de coletivos onde este veiculo circula, pois neste momento este tipo de jornal é a unica opção de entertimento como dizia meus avos.

Nome: Ricardo Carijo
Email: carrijo@ite.edu.br
UF: SP - Cidade: Bauru
Data: 2009-03-04 21:31:35
Comentário:
A perda de relevância dos jornais gratuitos prenuncia também modificações nas midias tradicionais - pois a informação em tempo real - está na Internet. Quem não se adaptar, vai desaparecer como os dinossauros......

Nome: selma ferraz souto
Email: selma.souto@valor.com.br
UF: SP - Cidade: são paulo
Data: 2009-03-04 17:57:37
Comentário:
Concordo com os comentários sobre os jornais gratuitos, inclusive, porque a oferta é tão grande por causa do mercado imobiliário que ficou impossível ler todos, que aliás, tem qualidade baixíssima. Mas, vocês acham que os comentários são válidos para qualquer publicidade gratuita?

Nome: Carlos Bandeira
Email: carlos.bandeira@amchambrasil.com.br
UF: SP - Cidade: São Paulo
Data: 2009-03-04 13:16:50
Comentário:
Fora a notícia do METRO (jornal espanhol), existe mais algum fato que vocês acreditam que sejam decisivo para o "fim" desse tipo de veículo informativo / publicitário, não que esteja discordando da opinião de vocês, mas, as demais informações de situações complicadas nos demais jornais (que pode se dizer que até chega a ser normal em tempos de crise ou sem crise em grandes empresas), nós sabemos de situações similares e até piores em meios de comunicação muito maiores e com um negócio mais complexo, não coloca um pouco em "Cheuqe" esse fatídico fim que se presume? Só gostaria de uma análise um pouco mais complexa e profunda que ao meu ponto de vista, não simplifica tanto assim as coisas, por mais que existam meios de comunicação modernos com conteúdo gratuito ao público, não podemos esquecer da hibridização dos meios de comunicação e como ela é cada vez mais evidente e inevitável a nosso tempo, vejo uma questão muito mais urgente e relevante, de como os jornais (pagos) se manterão a longo prazo com o processo acelerado de entrada de cada vez mais e mais meios de comunicação.

Nome: Volney Faustini
Email: volney@faustini.com.br
UF: SP - Cidade: http://espicacandomarketing.blogspot.com
Data: 2009-03-04 12:36:20
Comentário:
Uma possibilidade de entendimento talvez tenha a ver com o próprio meio - Jornal / Tablóide - realmente não é moderno pra sec. XXI e não cria vínculos. Boa análise, professor Maqdia!

Nome: Volney Faustini
Email: volney@faustini.com.br
UF: SP - Cidade: http://espicacandomarketing.blogspot.com
Data: 2009-03-04 12:34:13
Comentário:
Confesso que fiquei em cima do muro no início - talvez até na torcida pra que desse certo. Me surpreendi inclusive com os dois players aqui em Sampa (Destak e Metro). É interessante a agressividade na distribuição. Na Av Faria Lima (com muitos escritórios) a distribuição vai além dos cruzamentos - usando as recepções do térreo em muitos prédios. Uma



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