No ano de 2008, e diante do anúncio da SAMSONITE de ingressar no território das bolsas e sapatos, nossos consultores foram taxativos: “Ainda que a distância entre braços e pernas seja mínima e façam parte de um mesmo sistema e corpo, na percepção e registro das pessoas não necessariamente as marcas que sensibilizam nossas mãos terão igual sucesso com nossos pés. Com quase toda a certeza nenhum dos leitores cogitaria de colocar uma “mala” nos pés; mas, a SAMSONITE, sinônimo de malas resistentes e de qualidade, DGP – a tal ponto que converteu-se em Designação Genérica de Produto - acredita que sim. Em nosso entendimento, perda de tempo, de dinheiro, de foco. Tudo o que seus executivos vão conseguir é enfraquecer uma marca que já foi mais forte, à semelhança de SANSÃO, quando teve seus cabelos cortados”.
Ao final de nossos comentários concluíamos: “a SAMSONITE depois de algum tempo e arrependida, concluirá que jamais deveria ter aposto sua marca em calçados e sandálias. E muito menos em outros penduricalhos como vem fazendo, equivocadamente, em outros países”.
Infelizmente, e confirmando nossos prognósticos, só que muito mais cedo do que imaginávamos, SAMSONITE volta a se concentrar exclusivamente no território onde sua autoridade é reconhecida e que lhe conferiu fama e fortuna. Em matéria de CARLOS SAMBRANA, DINHEIRO, a informação: “No fim de outubro de 2008, MARCELLO BOTTOLI, CEO da SAMSONITE, anunciou seus planos de investir pesado numa linha de sapatos para em seguida mergulhar nas bolsas femininas... Suas ambições, no entanto, não duraram 3 meses. Na segunda semana de janeiro de 2009 BOTTOLI foi demitido do cargo pelo CVC CAPITAL PARTNERS, fundo que controla a SAMSONITE: O NEGÓCIO FICARÁ CONCENTRADO EXCLUSIVAMENTE NA PRODUÇÃO E VENDA DE MALAS”.
Comentários enviados:
Envie o seu:

