Ao divulgar o balanço final de 2008, a ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil – traz a primeira fotografia do impacto da crise econômica na aviação do país – último quadrimestre do ano -, e as perspectivas de um ano de 2009 extremamente complicado para todos os players; pela crise, e pelo aumento na oferta – projetada quando jamais se imaginava uma crise de tão grandes proporções, e ativada poucos meses antes de eclodir a crise.
Nos números finais, e conforme comentamos duas semanas atrás, um mercado dividido entre duas empresas com um total de quase 93%, e 7% disputados por 16 empresas. Isso mesmo, o mercado de aviação do país hoje contabiliza 18 empresas aéreas!
A liderança do mercado continua com a TAM com 50,30%. O segundo lugar pertence a GOL/VARIG com 42,46%. E os restantes 7,24% estão divididos entre OCEAN AIR 2,79%, WEBJET 2,46%, TRIO 1,13%, TOTAL 0,15%, PANTANAL 0,17%, PASSAREDO 0,18%, RICO 0,10%, e ainda com participações anualizadas inferiores a 0,10%, ABAETÉ, AIR MINAS, AZUL, META, NHT, PUMA AIR, RICO, TAF e TEAM.
Nos grandes números, o descompasso manifestado muito especialmente no último quadrimestre, entre o declínio da demanda, e o apogeu da oferta: A oferta cresceu em 12,8%, e a demanda apenas 7,4%. Nos dois primeiros quadrimestres a demanda cresceu 10,9%. Já no início do terceiro começou o declínio, despencando para taxas negativas em outubro e novembro, com uma pequena recuperação em dezembro.
A grande expectativa de todos, pelo comando de um “craque” da aviação comercial, a AZUL, contabilizou apenas um primeiro mês de atividades. E nesse primeiro mês um desempenho normal para quem estréia e ainda se organiza. No mês de dezembro, engatinhando, conseguiu uma participação de mercado de 0,31%, com um índice de ocupação de 45%. Mas sua chegada já provocou pequenos estragos nos números da TAM e GOL/CVARIG, que deram as “boas-vindas” ao newcommer, reduzindo suas tarifas em algumas linhas.
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