De forma silenciosa, mas competente, os serviços médicos brasileiros, mais especificamente de alguns médicos e hospitais, vêm conquistando pacientes de diferentes partes do mundo. É o que revelam os números dos hospitais SAMARITANO, SÍRIO-LIBANÊS, EINSTEIN e HCOR da cidade de São Paulo, integrantes do programa “TURISMO MÉDICO”, apoiado pelo governo federal/Ministério do Turismo.
Nos primeiros anos os serviços médicos demandados praticamente se restringiam às cirurgias plásticas. O sucesso de IVO PITANGUI e sua clientela de celebridades mundiais tem muito a ver com isso. Hoje a procura inclui, também, procedimentos em oncologia, ortopedia, odontologia e cardiologia.
Os pacientes internacionais que procuram esses hospitais procedem de diferentes partes do mundo, mas com um prevalecimento de norte-americanos, alemães, franceses, angolanos e dinamarqueses.
A importância dessa movimentação já se fez sentir nas monitorias da SPTURIS: 17,9% dos turistas vieram para a cidade de São Paulo para cuidarem de sua saúde. Permaneceram na capital paulista por 22 dias e com um gasto médio diário, além das despesas médico-hospitalares, de US$ 120.
Para o diretor comercial do EINSTEIN, PAULO ISHIBASHI, e falando ao JT/FERNANDA ARANDA, o sucesso de nossos hospitais, especialmente do EINSTEIN que em 2008 atendeu 3.500 pacientes internacionais – 12% a mais que 2007 – se deve a dois ingredientes principais: “Fizemos um mapeamento recente e as motivações variam de acordo com a região de origem. Enquanto nos Estados Unidos a maior parte dos procedimentos não é coberta pelas operadoras de saúde, na Europa e Canadá o problema são as longas filas do serviço público de saúde...”. Já para o Sírio-Libanês, segundo Deise de Almeida, os números que já são significativos – 1.500 pacientes em 2008 (crescimento de 62%) – deverão se multiplicar rapidamente: “Em 2006 tínhamos parceria com 4 operadoras de saúde internacionais. Hoje são 37”.
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