Independente da crise da economia mundial que se alastra, em maiores ou menores proporções, por todos os cantos do globo, 2009 já seria o ano em que virtudes, competências, predicados, insuficiências, decisões equivocadas de toda ordem, ganhariam evidência na aviação comercial brasileira. A crise era o tempero – fortíssimo – que faltava para que essa HORA DA VERDADE ganhasse cores e dimensões bem maiores do que o esperado.
Assim, iniciam o ano e no mesmo “ringue” 6 players, excluindo-se a VARIG que continua sendo uma tremenda incógnita. Donos do mercado, e disputando a liderança, a TAM com sua frota de 123 aviões, 42 rotas no mercado interno, 10 na América do Sul, e mais 8 entre Europa e EUA. SENHA DA CRISE ESPECÍFICA: tentativa absurda, e agora negada, de “desrolinizar a companhia”, e ainda a de copiar a GOL em muitos momentos se descaracterizando; e a GOL com suas 104 aeronaves, 49 rotas no mercado interno, e 9 na América do Sul, mais Panamá e América Central. SENHA DA CRISE ESPECÍFICA: cultura de transporte rodoviário, e ainda a de copiar a TAM em muitos momentos e também se descaracterizando.
Dentre os players menores, a OCEANAIR, com seus 14 aviões FOKKER devidamente rebatizados, cobrindo 23 cidades dentro do Brasil e apostando na coragem e empreendedorismo de seu líder, GERMAN EFROMOVICH; e a WEBJET, hoje parte integrante do grupo CVC e que detém mais de 1/3 de todo o negócio de turismo do Brasil, com 11 aviões e cobrindo 15 cidades, apostando na sua competência organizacional inquestionável e na sua força de comercialização.
E a grande expectativa e, talvez, maior aposta, a AZUL. Iniciando timidamente com 6 aeronaves, cobrindo 5 cidades, e apostando todas as suas fichas na liderança, carisma e capacidade de evangelização de uma das lendas da aviação comercial de todo o mundo, seu líder, DAVID NEELEMAN.
Ao soar a campainha e começar, finalmente, o primeiro round, a descomunal distância que separa TAM e GOL das demais. As duas somadas detêm 91% do mercado interno, e, 99,5% do internacional. Mas, ao final de 2009, essa participação já será diferente. Vamos conferir, e comemorar. Quando a concorrência cresce, os consumidores sempre são os maiores beneficiados. Em todos os sentidos. Do preço, a qualidade nos serviços.
Comentários enviados:
Nome: Luiz Eloy Oliveira
Email: luizeloy@hotmail.com
UF: SP - Cidade: São Paulo
Data: 2009-01-29 00:05:19
Comentário:
É, infelizmente não permitimos maior partcipação das estrangeiras no mercado interno, pois aí sim veríamos a competência das nacionais. Eu, como qualquer consumidor, queremos bons seviços e preços, não interessa de onde se origina a empresa.
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