Independente das terríveis nuvens negras que se formam na economia global, o mercado da beleza continua crescendo e prosperando. E se voltar a acontecer em 2009 o que sempre aconteceu nos anos de crise, onde as pessoas privilegiam investimentos e despesas nos cuidados pessoais e aparência, novos recordes de faturamento estão garantidos. Mesmo porque e hoje, 47% de tudo o que as indústrias de cosméticos vendem em nosso país, é realizado por vendedores autônomos, e no chamado porta a porta. Onde o grau de lealdade é muito maior: em relação ao vendedor, e a marca.
Esses 47% traduzidos em dinheiro significaram aproximadamente R$ 18 bilhões em vendas em 2008. E com uma margem de segurança muito grande deverão ultrapassar os R$ 20 bilhões em 2009. E a cada dia que passa um contingente maior de pessoas passa a se dedicar a essa atividade.
No balanço do final de ano de 2008, e nas matérias das principais publicações, sempre a presença de alguns desses campeões de vendas diretas. Que numa AVON, e diante de performance que se traduzem por valores iguais ou superiores a uma venda anual de R$500 mil, passam a integrar o ambicionado CLUBE DAS ESTRELAS.
Na última edição de DINHEIRO, a história de um feirante, GUILHERME PÓLVORA que durante anos madrugava à uma hora, e corria para o CEASA (cidade de São Paulo) brigar pelos melhores lotes de peixes que seu bolso suportasse, e que horas depois seriam expostos em alguma das feiras livres da cidade. E nada de relevante acontecia em sua vida, não obstante todo o sacrifício. Em 2002 caiu-lhe nas mãos alguns catálogos de produtos de venda direta. Foi atrás, se organizou, e hoje, seis anos depois, o ex-feirante de 44 anos, atende uma média de 400 clientes, tem uma renda mensal superior a R$ 15 mil, e comanda uma equipe com 23 vendedoras: “Como feirante não consegui comprar nenhum barraquinho. Como vendedor, já ganhei 20 carros e tenho quatro imóveis... Devo meu sucesso a minha crença de que sempre posso fazer mais...”.
Já em VALOR a história, dentre outras, de MARIA ROMERA, paulista de 25 anos, que nas primeiras semanas de dezembro e antecedendo o NATAL, chegou a vender mais de R$ 10 mil em produtos AVON por dia. Segundo MARIA, nos outros dias do ano vende uma média de R$ 2 mil/dia... “Vendo tanto que até consultores de mercado e analistas de banco que cobrem o setor de cosméticos vêm falar comigo para saber como as empresas estão indo...” Neste ano de 2009 se forma em Direito, mas em hipótese alguma considera abandonar a atividade de vendas direta: “É uma atividade que rende mais que a bolsa de valores nos bons tempos...”.
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