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MAIS IMPORTANTE QUE O SERVIÇO, A PESSOA QUE O PRESTA

No final de 2008 passou pelo Brasil HELMUT WASER, diretor da GLION INSTITUTE OF HIGH EDUCATION, uma das mais importantes instituições de ensino de hospitalidade de todo o mundo, e também gestor da qualidade acadêmica de todos os cursos de HOSPITALIDADE da LAUREATE INTERNATIONAL UNIVERSITIES, hoje representada no Brasil pela UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI. Na ocasião concedeu diversas entrevistas à imprensa brasileira, e dentre suas manifestações, a síntese dos principais ensinamentos no tocante à ARTE DA HOSPITALIDADE:

1 – O que faz, de verdade, um bom hotel, não é a perfeição e atualidade de todos os seus equipamentos. Tudo isso é muito importante, mas, o fator decisivo é a personalidade hospitaleira, a atitude hospitaleira. Tudo – ou quase tudo – se releva, diante de uma equipe de colaboradores prestativa, atenciosa, simpática, com um sorriso permanente nos lábios.

2 – A qualidade no servir está nos detalhes. Muito especialmente no comportamento dos que prestam os serviços. “Mais importante que o treinamento é a pessoa ter a PERSONALIDADE HOSPITALEIRA”. Dois hotéis de redes diferentes, ou da mesma rede, em duas capitais do mundo. A qualidade do serviço em si das camareiras, por exemplo, é rigorosamente igual. Só que as camareiras de um determinado país, todas as vezes que cruzam com o hóspede pelos corredores cumprimentam e sorriem; as do outro passam indiferentes ou continuam a conversa com suas ajudantes. Claro que na percepção dos hóspedes e embora os serviços em si sejam rigorosamente iguais, a dos hotéis das camareiras educadas e sorridentes é infinitamente melhor. 

3 – Durante muitos anos sinônimo de excelência em hotelaria passava, obrigatoriamente, pela SUÍÇA. Hoje as principais escolas de hotelaria do mundo têm estudantes do mundo inteiro. Especificamente GLION tem estudantes de 82 nacionalidades. 

4 – Dentre todos os povos, os asiáticos talvez sejam os mais orientados para a prestação de serviços. E ajuda também, e infelizmente, o fato dos salários por lá serem muito baixos. De qualquer maneira, e em muitas circunstâncias, a qualidade dos serviços depende da quantidade de pessoas que você tenha para prestá-los. E nos países asiáticos você pode trabalhar com funcionários para funções específicas; um para abrir a porta, outro para recolher os chapéus, outro só para puxar a cadeira, e muito mais. 

5 – Os brasileiros, conforme comprovam todas as pesquisas dos que visitam o país, têm uma ótima natureza para servir bem. Devidamente treinados ajudarão o país a desenvolver seu grande potencial turístico. 

 


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