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COMÉRCIO ELETRÔNICO DESACELERA

Num balanço preliminar referente ao ano de  2008  realizado pela E-bit – empresa de consultoria e pesquisa em comércio eletrônico – uma forte desaceleração nas vendas de produtos e serviços através da internet.

Depois de uma média de 50% ao ano no correr dos últimos 6 anos, o comércio eletrônico em nosso país registrou um crescimento de 28%, bem abaixo da estimativa inicial de 40%. Mas, e mesmo assim, um crescimento expressivo. 

Os produtos mais vendidos na internet continuaram praticamente os mesmos. A liderança permanece com livros, revistas e jornais – 17% -, seguindo pelos produtos de informática, eletrônicos, saúde e beleza e telefonia celular. 

O número de pessoas que realiza compras pela internet continua crescendo. Alcançamos o primeiro milhão – 1,1 milhão – em 2001. E de lá para cá esse número se multiplicou por praticamente 13: 2 milhões em 2002, 2,6 em 2003, 3,4 em 2004, 4,8 em 2005, 7,0 em 2006, 9,5 em 2007, e, agora, 13 milhões. O gasto médio desses e-consumidores passou dos R$ 281 de 2005 para R$ 330 em 2008.

As estimativas para 2009, mesmo com a desaceleração, falam de compras superando a casa dos R$ 10 bilhões, de mais de 15 milhões de e-consumidores, vendas médias na casa dos R$ 350 já considerando o ingresso de novos e importantes players no comércio eletrônico de nosso país, como aconteceu ainda no ano de 2008 com o portal do WALMART. 

Talvez a mais importante constatação no comportamento de compras dos brasileiros através da internet seja o fim do medo de comprar pela rede. De um lado aprenderam e passaram a tomar todas as cautelas necessárias. De outro, os portais adotaram medidas de segurança mais eficazes. E, quem sabe, e diante de dificuldades e trabalho maior, os e-gatunos decidiram bater em outras freguesias. 

 


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