A apreensão era generalizada. No dia 9 de fevereiro de 2008, e pela primeira vez e no correr do dia, 9 transatlânticos desembarcariam e embarcariam passageiros no porto de SANTOS (SP). No final da tarde, uma multidão concentrou-se próximo do porto para ver a partida dos nove transatlânticos. Naquele dia, 35 mil passageiros saíram e entraram nos navios. Conforme testemunho dos que participaram da operação, deu tudo certo. O recorde foi mais que quebrado. O recorde anterior pertencia ao mesmo mês de fevereiro do ano anterior, 2007, quando 23 mil passageiros utilizaram o Terminal Turístico de Passageiros do Concais (Porto de Santos).
Performance semelhante foi alcançada por toda a atividade na temporada. Por uma série de fatores, inclusive pelo fortalecimento do REAL, por pacotes de percursos menores e preços idem, o crescimento de passageiros 2007/2008 foi de 35% em relação a temporada 2006/2007. Um crescimento sob todos os ângulos de análise espetacular. E para a próxima temporada um novo crescimento é esperado.
Embora os números finais ainda não estejam fechados, até porque a temporada se prolonga até o mês de abril, com certeza estará muito próximo dos 450 mil passageiros que embarcarão em 15 navios diferentes. Na temporada anterior foram 330 mil passageiros e 11 navios.
Falando ao ESTADÃO, o presidente da ABREMAR – Associação Brasileira de Representantes de Empresas Marítimas -, EDUARDO NASCIMENTO, afirmou que ainda existe um grande potencial para os cruzeiros a ser realizados pela solução de alguns problemas: “Temos, ainda, problemas administrativos, fiscais e de infra-estrutura nos portos que impedem uma exploração maior da atividade”. EDUARDO afirma que a vocação, principalmente dos portos do nordeste, é muito mais para cargas do que para passageiros: “A estação de passageiros do RECIFE, por exemplo, fica a 6 quilômetros do berço dos navios”, e, conclui, “as únicas com boas condições para acolher navios de passageiros são SANTOS e RIO DE JANEIRO”.
Seja como for, e com todos os problemas ainda existentes, uma data histórica, uma temporada histórica. Talvez agora, o projeto para o novo porto de SANTOS saia do papel.
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