É para isso que fomos feitos? Seguramente não. Para o poeta, VINICIUS DE MORAES, fomos feitos “para lembrar e ser lembrados... Mãos para colher o que foi dado... Para a esperança do milagre...” E muito mais. Até mesmo para morrer “uma estrela a se apagar... A noite dormir em silêncio... Falar baixo, pisar, ver...”, Mas, jamais, morrer de trabalho: KAROSHI!
A matéria de VEJA assinada por ROBERTA DE ABREU LIMA chocou as pessoas. Conta a história de KENICHI UCHINO, que chefiava o controle de qualidade de uma das fábricas da TOYOTA no JAPÃO.
Morreu com 30 anos, no mês de fevereiro de 2002, fulminado por enfarte às 4 horas da manhã, fazendo hora extra. Tombou em combate. Quase um KAMIKASE; Quase um homem-bomba; KAROSHI!
Nos seis meses anteriores trabalhou uma média de 106 horas extras a mais por mês. A maior parte, não remunerada. Dias antes de morrer, sorrindo, disse para sua mulher HIROKO, “o momento em que mais me sinto feliz é quando estou dormindo”.
Depois de 4 anos de briga na justiça HIROKO conseguiu que a Justiça reconhecesse as horas extras como parte integrante do salário para efeito de cálculo da indenização.
Depois da segunda Guerra, e no desespero de recuperar o país, a Justiça passou a fechar os olhos ao excesso de trabalho. Para que não se caracterizasse a infração, as empresas pagavam apenas o horário regular e não pagavam as horas extras. Ou o funcionário concordava, ou, rua. Em nome da empresa, e do país, gerações se submeteram ao sacrifício. Dezenas deles “tombaram em combate” – KAROSHI – a maior parte, na faixa dos 50/60 anos.
Ainda hoje, 1/3 dos japoneses trabalha mais de 12 horas por dia. A maior parte desse período sem nenhuma espécie de remuneração. O KAROSHI agora acontece antes. Entre os 20/30 anos.
UCHINO tombou trabalhando no PRIUS – carro verde da TOYOTA, sucesso mundial. O KAROSHI atravessou fronteiras, e se faz presente em vários países do mundo. Inclusive no Brasil. Cada um deve decidir o que quer fazer de sua vida.
KAROSHI!
Comentários enviados:
Nome: Carlos Ricardo Silva
Email: charlesrichard@uol.com.br
UF: SP - Cidade: São Paulo
Data: 2008-02-23 19:24:42
Comentário:
Caro Madia, Eles precisam aprender que: Existe vida após o expediente... Abraço Carlos
Nome: Reinaldo Cirilo
Email: reinaldo.cirilo@gmail.com
UF: SP - Cidade: São Paulo
Data: 2008-02-22 10:05:23
Comentário:
Mais vale um rato vivo do que um herói morto... As empresas multinacionais sugam seus funcionários ao extremo, você é visto como um número e nada mais. Tenho certeza que a Toyota nem sequer mandou uma corbélia de flores no enterro do coitado.... Tudo na vida deve ser moderado, inclusive as horas extras...
Nome: dinarte bonetti
Email: dinarte22@terra.com.br
UF: SP - Cidade: mairipora
Data: 2008-02-20 11:38:10
Comentário:
cada pais e cada patriota faz o que melhor entende para que sair da miseria. O Japao destroçado vai para segunda economia do mundo, de que jeito? Nao seria o pessoal se negando a fazer horas extras, pois seus soldados morreram na 2a. guerra e nenhum reclamou de horas extras. Ou um pais faz o que tem que ser feito, ou fica vivendo a fartura da superpotencia,(a que so eles tem direito), e somente sua elite pode usufruir do sucesso. O povo japones esta de parabens (nao preciso eu dizer isso, mas o mundo diz!) por sua luta e recuperacao de uma guerra brutal a que se sujeitaram, em nome da grandeza do pais. Hoje, sao vitoriosos. Morrem ate jovem, mas morrem com orgulho. Refizeram uma nacao de gente grande
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