Há 20 anos, quando se falava sobre fabricantes de televisores no Brasil, logo se lembrava de PHILCO, PHILIPS, TELEFUNKEN, SEMP TOSHIBA, GRADIENTE, e outros fabricantes. Depois veio a SONY e gradativamente foi alcançando posição de destaque na categoria. E de uns anos para cá, as coreanas que vieram para fornecer e serem terceiros, passaram a segundo, brigam pela liderança, e atraem, agora, os fabricantes chineses. Muito rapidamente, não ficará, como sempre se dizia no passado, “pedra sobre pedra”.
Hoje as marcas de referência são coreanas. A SAMSUNG, com sua revolução pelo DESIGN, e a LG, competitiva pelo preço, e também em função de um acordo de incentivos negociado durante o governo MARIO COVAS, e que ainda lhe garante, por fabricar suas telas em São Paulo, condições tributárias especiais. No início de 2007, SERRA aumentou a alíquota do ICMS para televisores fabricados em MANAUS, e a vantagem competitiva da LG se acentuou.
Agora quem anuncia sua chegada ao mercado e com tudo é o grupo chinês TPV, que continuará fabricando telas de computadores onde é líder mundial, e ingressará no território dos televisores. A fabricação das telas da marca AOC será transferida da Zona Franca de Manaus para a cidade de Jundiaí (SP), e os televisores, e no início, serão fabricados em Manaus.
O grupo TPV está muito próximo de alcançar a marca de US$ 10 bilhões de vendas/ano/mundo, e em 2006 produziu 2 milhões de monitores para computadores em Manaus. Metade comercializada com sua marca AOC, e a outra metade na condição de fornecedor de seus concorrentes.
Assim, e uma vez mais, a história se repete. Os que vieram para fornecer gradativamente foram aprendendo, conhecendo o mercado, e se preparando para o grande dia de também verem suas marcas nas prateleiras da BAHIA, PONTO FRIO, LUIZA, EXTRA e outros varejos. Depois de fornecer e ainda continuar fornecendo para a PHILIPS, HP, DELL e muitas outras marcas, a AOC – com essa marca ou com a marca ENVISION, debuta no território dos aparelhos de TV no Brasil, ainda no primeiro semestre de 2008.
As empresas continuam dormindo com seus futuros inimigos: Será que tem outra alternativa?
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