De verdade, verdade mesmo, o comércio eletrônico no Brasil começou na virada do milênio. Antes da virada, manifestações de compras esporádicas, incipientes, nervosas, temerosas, nem sempre bem-sucedidas. E no primeiro susto, a desistência.
De 2001 para cá essas compras foram ganhando consistência, o medo de se pagar com cartão de crédito diminuindo, e o comércio eletrônico foi se adensando, ganhando ritmo, e passando a fazer parte da rotina de uma minoria de internautas. Os chamados “first movers/adopters”, que saem na frente dos outros, e mais rapidamente assimilam e incorporam as novidades e possibilidades decorrentes.
O comércio eletrônico encerra 2007 exibindo números significativamente maiores que as mais otimistas estimativas. Dando um “zoom-in”, fechamos dezembro de 2007 com 21,5 milhões de usuários residenciais na internet, sendo 77,7% já através de banda larga; desses 21,5 milhões, mais de 12 milhões “bisbilhotaram” nos portais de comércio eletrônico, e desses 12 milhões, 9,5 milhões fizeram compras na rede em 2007!
A expectativa é que a velocidade de crescimento observada até agora no mínimo mantenha-se, com alguma possibilidade de aceleração face aos diferentes programas de inclusão digital que deverão caracterizar nosso país nos próximos 4 anos. De qualquer maneira, no ano de 2001 o total de brasileiros que criou coragem e comprou e pagou pela internet foi de 1,1 milhão. E daí para frente foi saltando para 1,7 milhão em 2002, 2,6 em 2003, 3,4 em 2004, 4,8 em 2005, 7,0 em 2006, e agora os 9,5 milhões. Em 2001 os 1,1 milhão de internautas compraram R$ 550 milhões; agora, em 2007, os 9,5 milhões compraram US$ 6,4 bilhões.
E para 2008, o aguardado ingresso de alguns dos gigantes do varejo do mundo real na rede. Dentre outros, do CARREFOUR e do WAL-MART.
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