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Jequiti ou Jaquiti...

31
jan

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Silvio Santos deveria ter se dedicado exclusivamente ao território que domina, manda, é craque e ensina a todos – colaboradores e concorrentes: a televisão. Uma televisão de dono. Onde a grande atração, não obstante coadjuvantes célebres, continua sendo ele, e aos 86 anos.

Leio com carinho, atenção e respeito a matéria do jornal Valor sobre uma de suas empresas: a Jequiti. Que pelos planos, e pelo que faz, deveria se rebatizar Jaqueti. Já Que… E, vai fazendo e se debilitando… E não saindo do lugar… e emplacando vermelho sobre vermelho.

Uma fonte permanente de prejuízos.

Para que não digam que exagero, não obstante, repito, todo o respeito e carinho de que me apossei para ler a matéria, sublinho, agora, alguns trechos.

Quem dá a entrevista é Antonio Mônaco, presidente da Jequiti.

– Sobre os resultados do ano passado: A companhia elevou o faturamento em 2,9%, mas teve um prejuízo líquido de R$ 117,5 milhões. Um crescimento, no prejuízo, de 27,5% a mais do que no ano anterior, ou seja, cresceu 2,9% nas vendas e 27,5% nos prejuízos…

– O trágico e absurdo retorno do Carnê do Baú. Mônaco conta sobre o infeliz momento: “Numa reunião perguntaram o que se poderia fazer com o Carnê do Baú. Eu levantei a mão e sugeri que o carnê poderia dar produtos da Jequiti como prêmios”.

Desgraçadamente, digo eu, a ideia foi colocada em prática em 2016.

– As vendas diretas: Ainda o principal canal de distribuição da empresa. Uma base de 250 mil vendedores agora trabalhando nem no mono nem no multilevel. Criou o bilevel. Dois níveis com um líder que gerencia de 250 a 300 vendedores e ganha um percentual sobre as vendas de seus comandados.

No final da entrevista, quem se manifesta é a diretora de marketing da Jequiti, Mônica Gregori. Diz, “O que fizemos foi resgatar seus atributos e forte ligação com o SBT”. Ou, “Entre os símbolos do SBT que passaram a ser explorados pela equipe de marketing estão o assistente de palco Roque e a Porta da Esperança, que aparecem no catálogo de vendas…”.

Sinto muito, Mônica, mas que futuro pode ter uma marca de perfumes que exala forte ligação com o SBT?

E para complicar esse posicionamento precário, está investindo em artistas, que na cabeça das pessoas, mesmo e eventualmente não sendo, “São Globais”, e que não remetem ao suposto dna da marca, SBT. Hoje defendem e proclamam a marca e suas virtudes, Ivete Sangalo, Anitta, Lázaro Ramos, Taís Araujo…

Mas, as novidades não param por aí. Agora a Jequiti também se faz presente no varejo através das Vending Machines localizadas nos hipermercados Extra… Diz Mônaco: “vendemos miniaturas dos principais produtos da marca. As máquinas têm perfumes de 25 ml e 75 ml, ideais para que os consumidores experimentem nossas fragrâncias…”. Definitivamente, não vai funcionar.

Nem quero pensar… No SBT e, muito especialmente, nas empresas satélites e dependentes depois da aposentadoria de Senior Abravanel, o genial e único Silvio Santos. O homem televisão.

Hoje a Jequiti fatura menos da metade do que faturava anos atrás. E, se não estancarem já essa sandice, periga Silvio Santos ter que enfrentar uma nova crise tipo Panamericano.

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