55 (11) 3065-6464 madia@madiamundomarketing.com.br

Hospício Geral

29
nov

tarja-940-land

 

 

O “bate-cabeça” generalizou-se. Apenas 3 fatos dentre milhares registram o hospício geral em que vivemos diante da perplexidade pela disrupção ampla, geral e irrestrita.

1 – Conforme todos já sabiam, mais cedo ou mais tarde os aplicativos referentes ao transporte acabariam caindo na velha e carcomida legislação trabalhista. Depois de um ano de análises o Ministério Público do Trabalho conclui existir uma Relação de Trabalho entre 99, Uber Cabify e assemelhados, com os proprietários dos veículos de transporte que usam seus veículos para prestar serviços a pessoas e empresas através desses aplicativos.

E, em existindo vínculo trabalhista, economicamente os aplicativos deixam de ser aplicativos, convertem-se em empresas fornecedoras de mão de obra e veículos, e, literalmente, se inviabilizam. Em quase todos os demais países do mundo, seus cidadãos, empresários, trabalhadores, preocupados em embarcar o mais rápido possível em direção ao novo, ao moderno, ao futuro.

Em países de terceiro mundo, onde nos destacamos, todos os lamentáveis detentores de poderes, muito especialmente no território da Justiça fazendo tudo e mais um pouco para manter nosso país amarrado, enclausurado, trancafiado no passado.

E aí todos dizem que o país está carregado de oportunidades, que o mundo deveria voltar seus olhos e investir aqui. Como? Num ambiente caótico e inóspito, segurança jurídica zero, e ainda a sanha e apetite dos incompetentes, burocratas e retrógrados…

2 – A última grande ruptura que ocorreu no mundo foi a aproximadamente 200 anos quando James Watt criou o maquina a vapor dando início a Revolução Industrial.

Se o motor de Watt mudou a história da civilização, o que está acontecendo agora tem um impacto muitas e muitas vezes maior. O advento do microchip de todas as suas aplicações e decorrências obrigam uma releitura ampla, geral e irrestrita de tudo. EU DISSE, DE TUDO.

Assim, e em momentos como o que estamos vivendo, crescem exponencialmente os riscos e as fragilidades sobre todas as decisões de investimento que as empresas tomam. Na maioria das decisões já tomadas, e as que serão tomadas nos próximos anos, e na melhor das hipóteses, 80% se revelarão… Erradas! Isso mesmo, dinheiro jogado fora. Leio nos jornais, por exemplo, os planos de investimento do Hospital Albert Einstein, totalizando R$ 2,4 bilhões, nos próximos 5 anos. Einstein, agora, sob nova direção. Sidney Klajner, seu novo presidente.

Segundo ele, esse dinheiro será aplicado numa Nova Unidade de Faculdade de Medicina, na ampliação do Prédio Hospitalar, sobre um Novo Edifício Garagem, por exemplo. E ai vem as perguntas, como… Será o ensino, mesmo da Medicina, relevante, quando a nova unidade estiver pronta e funcionando? Existirão pacientes para a expansão do atual prédio hospitalar na nova maneira de se organizar o negócio da saúde em nosso país, com uma releitura e revisão de funções dos diferentes players da cadeia de saúde? E para que mais garagens num mundo onde se reconsidera em primeiro lugar se vale a pena continuar tendo carro próprio, e, em segundo, em que momentos se recorrerá aos mesmos…

Definitivamente não é fácil. E por mais que se tome todos os cuidados, ainda assim, existe um risco igual ou superior a 50% de se estar tomando a decisão errada e jogando dinheiro fora.

3 – A entrevista do presidente da Sky, Luiz Eduardo Batista, sobre os planos de sua empresa para os próximos meses/anos. Sky lembra conteúdo, chegando pelo ar e passando pelos satélites, jamais por cabo. Pois é, daqui para frente nunca mais será dessa maneira e nem mesmo parecido.

No comentário anterior falava que hoje quase tudo perde sentido em no máximo 5 anos.  Confiram o que o presidente da Sky, Luiz Eduardo, disse na entrevista quando perguntado sobre os R$ 1,3 bi que a empresas investiu para colocar no ar um novo satélite, decisão essa tomada em 2013: “Se a gente não tivesse decidido em 2013, estaria em maus lençóis, hoje… para o futuro, honestamente, não sei se a gente vai ter outro satélite, porque muita coisa mudou, não tinha Google, Facebook, iPhone…”.

Curto e grosso, e em outro momento da entrevista, anuncia, que em 2018, a Sky, lembra, a dos satélites, lança um novo serviço pela internet, tv paga em streaming… Mas se assim mesmo você continua achando que em cinco anos as mudanças são de pequeno porte, Nelson de Sá, da FOLHA, lembra ao Luiz Eduardo, presidente da Sky, o que sua empresa disse há exatos 3 anos sobre a ameaça do Netflix:  “Se começarem a incomodar, podemos comprar esses caras”…

Não só não compraram como estão tendo que rever todos os planos em função desse cara e de todos os demais caras que invadiram a praia dos formatos tradicionais, e com infinitas vantagens… É esse o Admirável Mundo Novo em que começamos a ingressar.

Onde tudo é válido, imutável e definitivo até eu terminar de escrever esta frase… Pronto, terminei! A partir de agora tudo pode mudar, evaporar, liquefazer-se…

Todos, provisoriamente, no tal do hospício geral.

FRANCISCO MADIA, especial para o MMM.

servicos

Receba a news do Landmarketing

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *