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Depressão, o retrato irretocável da crise

14
fev

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Todos procuram preservar as aparências. Até onde suportam. Nos primeiros meses muitos chegam a afirmar: “essa crise eu tiro de letra”. Outros, por razões que até a razão desconhece, vão mais adiante, e mesmo antes de enfrentar, já dizem: “já superamos a crise…”.

Os dias, semanas e meses passam, a situação se agrava, as primeiras vítimas não resistem e vão tombando pelo caminho. Sensações de desânimo, de perda de rumo, tonturas, raciocínio embaralhado, e, mais cedo ou mais tarde, acabam recorrendo aos socorros e orientação médica.

E assim se passaram três anos. Desde as primeiras manifestações e até agora.  E o que aconteceu de verdade? Onde se encontra a fotografia da dimensão da crise?…

Nos remédios. Nos antidepressivos, especialmente, e também nos ansiolíticos.

Segundo a “mãe dos burros”, a Wikipédia: são fármacos eficazes para tratar transtornos depressivos… Transtornos de ansiedade, distúrbios de sono, e outros problemas de saúde.

No ano em que a crise finca sua marca, 2015, vendeu-se 5,4 milhões de unidades de antidepressivos no primeiro semestre.  Em 2016, 5,2 milhões, e, em 2017, 5,4 milhões – tudo no primeiro semestre, janeiro a junho desses anos. Primeira reação. Praticamente nenhum acréscimo, se a foto é essa a crise não foi tão grande assim.

Calma. Estou me referindo aos antidepressivos referências, os de Marca. Agora vamos dar uma consultada nos Genéricos. 11,6 milhões de unidades no primeiro semestre de 2015, 13,6 milhões, 2016, e, 16,5 milhões no primeiro semestre de 2017, (últimos dados disponíveis).

É essa a verdadeira fotografia.

A partir do segundo semestre a crise foi arrefecendo e já se sente no ar neste início de 2018, uma suave brisa de recuperação. Parcela expressiva dos que mergulharam de cabeça na depressão em função da crise e nos últimos 3 anos conseguirão superar e voltar a uma situação de normalidade. Outros tantos, no entanto, carregarão consigo e para sempre o hábito de medicar-se com regularidade.

Segundo a OMS – Organização Mundial de Saúde – a depressão afeta hoje 4,4% da população mundial. No Brasil a taxa é de 5,8%.

Mas onde os brasileiros são campeões absolutos é nas taxas de ansiedade. 9,3% da população, em menor ou maior intensidade, é, ansiosa!

Não é à toa, portanto, que os principais fundos e gestores de investimentos continuam de olho no negócio de farmácias em nosso país. O crescimento e a prosperidade, nos anos da crise que agora começa a se dissipar foram, simplesmente, espetaculares.

Segundo dados divulgados pela Abrafarma – associação que reúne as principais – 52 – redes varejistas de medicamento em nosso país – poucas vezes, em toda a história do negócio de farmácias registrou-se um crescimento tão consistente e expressivo como o dos anos da crise – 2015 a 2017.

O faturamento das chamadas grandes redes saltou nesse período de três anos de 34 para 43 bilhões de reais. O número de farmácias dessas redes foi de 5.274 para 7.083.  E a quantidade de empregados de 100 mil para 118 mil.

Segundo os dirigentes do negócio de farmácias, além de uma procura maior por antidepressivos e ansiolíticos, as mudanças procedidas no mix de produtos das farmácias, principalmente nas metrópoles e grandes centros urbanos, fez e continua fazendo que as pessoas deixem de comprar produtos de beleza e cosméticos em supermercados, e transfiram essas compras para as farmácias.

Até no tocante a bebidas e alimentos específicos, as farmácias começam a roubar vendas dos supermercados. E ainda, a grande revolução nas farmácias, enquanto ponto de saúde, mais que de venda de remédios, e em curso, de verdade não começou.

Mas, e quando começar…

FRANCISCO MADIA, especial para o MMM.

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