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Batendo o desespero

28
fev

edicao-948

 

 

Das atuais gigantes de hoje, mais conhecidas a partir de agora como Dinossauros, poucas, menos de 10, exagerando, 20, sobreviverão. E o pânico invade essas organizações.

Pesadas, excessivas, lentas, criatividade zero, inovação insuficiente, e todos os conflitos de 3 gerações dentro de um mesmo espaço. Os de 60, os de 40 e os de 20. Cada um falando uma língua. E os de 40 sofrendo pressão e morrendo de inveja dos de 20, e recebendo cobranças e mais cobranças dos de 60. Por sua vez, e esses, preocupados com bônus e aposentadoria.

Pior ainda, os investidores acordaram. Sabem que a perspectiva de resultados que os animou a investir está completamente frustrada. E tentam, de alguma maneira, ou receber algum retorno, mas, e principalmente, minimizar o prejuízo.

São os tais de Investidores Ativistas. Que enfiam o dedo na cara de presidentes e CEOs e não querem esperar mais.

Em matéria recente do Financial Times, e reproduzida pelo jornal Valor, o alerta final, os berros dos tais Ativistas:

“Falta um senso de urgência nas megas corporações… absolutamente acomodadas e presas no passado… custos excessivos e funcionários ineficientes e desatualizados… posturas e métodos administrativos e gerenciais superados… quantidades descomunais de gordura a ser queimada…”.

De certa forma, e mais trágico ainda, é que para esses investidores a referência é o trio de brasileiros que vem devastando a história das empresas familiares no mundo, com a apologia de lucros a qualquer preço e em curto prazo, independente dos estragos produzidos nas pessoas, nos produtos e nas marcas…

Serial Killers das chamadas propriedades imateriais e as que verdadeiramente contam no longo prazo.

Empresas como Nestlé, Unilever, Procter, Colgate, Pepsico, Mondelez, Danone, aproximam-se rapidamente da hora da verdade.

Sob os olhares gananciosos e equivocados dos tais de Investidores Ativistas – mais conhecidos como predadores sanguinários; e sob pressão máxima decorrente da Realidade.

Se com os primeiros conseguem contornar e eventualmente superar, não tem como se livrarem da Realidade. Que é definitiva.

O modelo que as trouxe até aqui não as levará a lugar algum. E pelo tamanho e mind set, a quase totalidade delas não se reposicionará a tempo.

O final de mais um ciclo da história empresarial e das corporações se aproxima. E o Museu dos Dinossauros já começa a ser construído.

E pelo jeito, e pela quantidade de candidatos a um lugar, os primeiros projetos precisam ser refeitos e ampliados substancialmente.

FRANCISCO MADIA, especial para o MMM.

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