55 (11) 3065-6464 madia@madiamundomarketing.com.br

A raiz dos crimes de colarinho-branco

12
jul

tarja-land-920

 

 

Se você não se cuidar – MUIIIITTTOOOOO! -, poderá praticar crimes de colarinho-branco!

Muitas vezes, dentre alguns de nossos clientes de consultoria, ouvi – preocupado -, depoimentos de profissionais jactando-se de seus feitos e conquistas por práticas, não percebidas por eles, de absurda e total ilegalidade. Crimes, mesmo!

Lembro-me daquele que talvez tenha sido o banco mais próspero, revolucionário e inovador para o qual trabalhamos.

E nas entrevistas para entendermos o DNA da empresa – no caso, daquele banco – onde conversamos individualmente com todas as lideranças da organização, registramos um traço comum. Para eles – quase todos – comprar informações era parte do jogo.

Não comprar informações de empresas de pesquisa que correm atrás da matéria-prima através do que existe e está disponível no mundo, mineram, analisam, e produzem insights.

Mas, através de parentes que trabalhavam no Banco Central, de diretores e autoridades oficiais que eram sócios ocultos das empresas de pesquisa e vazavam essas informações. E assim, ao invés de receberem informações técnicas e produtos da competência e capacidade de análise dessas empresas, de verdade mesmo, ESTAVAM COMPRANDO INFORMAÇÕES PRIVILEGIADAS.

Estavam roubando no jogo. E entravam todas as manhãs nas mesas de operações em absurda e ilegal vantagem sobre os que se encontravam do outro lado.

Com o tempo, ganharam a fama e a reputação, pela “genialidade de seus agentes e departamentos de análises econômicas” de GANHAREM TODAS. De sempre apostarem do LADO CERTO, do LADO VENCEDOR.

No mercado os comentários eram, “se o banco tal atirar-se pela janela pulo junto; deve ser um ótimo negócio…”.

Na Veja da primeira semana de julho/2017, páginas amarelas, o registro de um trabalho singelo e óbvio, mas de resultado espetacular.

Eugene Soltes, professor de Administração de Empresas da Harvard Business School, Master em Business pela Chicago Booth e Harvard University, que neste momento vem sendo entrevistado pelas principais publicações do mundo, concedeu, por telefone, entrevista a Pieter Zalis.

O que fez de tão singelo e genial Eugene Soltes? Diante dos crimes e assaltos dos bandidos das cidades e das ruas, perguntou-se se existiria uma semelhança de gênese nas práticas dos criminosos de colarinho-branco.

Como não encontrou respostas, decidiu perguntar a esses criminosos. Enviou uma mesma carta a todos os profissionais e empresários atrás das grades nos Estados Unidos, condenados à prisão por seus crimes. 48 responderam. E Soltes matou a charada:

“Quando comecei minha pesquisa pensava, assim como os criminologistas e investigadores, que todos os crimes de colarinho-branco eram resultado de um minucioso cálculo de custo-benefício. Partia do pressuposto de que os criminosos eram inteligentes e calculistas. À medida que comecei a passar mais tempo com os executivos condenados por crimes como insider trading, fraude ou corrupção, reparei que esse cálculo não ocorria com minúcia. Para minha surpresa, era como se alguns dos mais respeitáveis executivos do mundo não pensassem cuidadosamente nas consequências de seus atos. Eles não viam o que faziam de errado até que seus atos fossem descobertos…

“NENHUM DOS EXECUTIVOS ENTREVISTADOS APRESENTAVA ALGUM ARREPENDIMENTO OU PREOCUPAÇÃO COM O PREJUÍZO POR TRÁS DE SUAS AÇÕES. O CRIMINOSO DE COLARINHO-BRANCO NÃO SENTE REMORSO PORQUE NÃO CONSEGUE PERSONIFICAR O INDIVÍDUO QUE ESTÁ LESANDO. A VÍTIMA, EM GERAL, ESTÁ DISTANTE FISICAMENTE, O QUE NÃO OCORRE EM CASOS DE ASSASSINATO OU ROUBO…”.

É isso, amigos. Soltes matou a charada.

E alerta e adverte a todos, contando uma dezena da “cases” de pessoas admiráveis que mergulharam no breu das contravenções silenciosas e indefinidas:

“Somos muito mais flexíveis do que imaginamos quando se trata de ética. A mesma pessoa que pode responder de forma muito eficiente nos negócios em determinada cultura empresarial também pode enveredar por caminhos antiéticos em outra cultura”.

Todo cuidado é pouco…

servicos

Receba a news do Landmarketing

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *