As audiências das TVs abertas derretem em todo o mundo e caem no Brasil. E apenas caem no Brasil pela extraordinária qualidade dos conteúdos das TVs brasileiras, muito especialmente, os da REDE GLOBO DE TELEVISÃO. A partir de BONI, e mesmo depois de sua saída, a TV GLOBO continua emprestando e imprimindo uma referência de qualidade estética única a nosso país. No tocante a forma e na execução do conteúdo – um pouco menos do conteúdo em si – talvez tenha feito a maior revolução de todos os 500 anos da cultura brasileira. Mas, e como era mais que previsto, as audiências são e continuarão declinantes em todos os próximos anos.
No balanço de 2011, a líder de audiência dentre as emissoras de TVs de sinal aberto, a GLOBO, registrou uma audiência média no ano de 17,8% (considerados os 11 primeiros meses do ano). 5 anos atrás essa audiência média foi de 20,3%, caiu em 2008 para 19,2%, subiu em 2009 para 19,7%, voltou a cair em 2010 para 18,2% e agora fica abaixo dos 18%, e pela primeira vez nos últimos 30 anos. Acredita-se que baterá nos 15% no ano de 2015.
De qualquer maneira, a supremacia da GLOBO continua total pela simples razão que não obstante a queda em seus números de audiência, permanece sendo, para muitos produtos e marcas, a melhor alternativa. Para produtos e marcas que precisam de uma cobertura nacional, e que não podem despregar os olhos de seus clientes um único momento sob pena de perderem, rapidamente, posições para seus concorrentes: cervejas, bancos, serviços de telefonia, grandes redes de varejo, por exemplo. Dentre todas as alternativas existentes, mesmo tendo o espaço publicitário mais caro – em valores absolutos-, é o que oferece as melhores perspectivas de resultados – em valores relativos. O menor custo por espectador potencial.
Por essa razão, e mesmo tendo perdido mais de 2% em sua audiência média nos últimos 5 anos, continua batendo recordes de faturamento: saltou dos R$ 6,7 bilhões para R$ 10,9 bilhões. Para ser líder e prevalecer é suficiente tirar 3 ou 4 desde que seus concorrentes fiquem abaixo com 1 ou 2. E assim, e mesmo não tendo os exuberantes 30% de audiência média de décadas atrás, a GLOBO continua brilhando e prevalecendo. E demonstrando que muitas vezes, e dependendo das circunstâncias, menos é mais.
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