A realidade é a realidade. Tudo o mais é delírio. Certo? Então nada de autoengano, compadecimento, comiseração, vitimação. Vamos encarar a realidade e abreviar o tempo da travessia.
Desde o final dos anos 1990 iniciamos a travessia da sociedade industrial para a sociedade de serviços. Ou seja, e arredondando, já superamos os primeiros 20 anos, mas, se PETER DRUCKER estiver certo – e sempre está – ainda precisaremos de mais 30 anos para chegar do outro lado, e, finalmente, alcançarmos novos momentos de paz de tranquilidade, de muita felicidade, mas num mundo absolutamente novo. Um mundo plano, colaborativo, e, infinitamente mais justo. Até lá, no entanto, pressão e colesterol alto continuarão liderando as doenças das gerações GROWN UP e GROWING UP DIGITAL – os nascidos, e os crescidos digitalmente, as pessoas que se encontram na faixa entre 17 e 49 anos de idade, Os babyboomers estão se despedindo via aposentadoria decorrente da miopia crônica da maioria das empresas, que ainda não se deram conta do valor do capital de conhecimento – O CAPITAL QUE CONTA NA SOCIEDADE DE SERVIÇOS – que esses “velhos” carregam consigo.
Solução. Não tem. Mas, tem como atenuar e em muito as dores e padecimentos da transição. Em primeiro lugar, entendo, assumindo, e incorporando em nossos comportamentos que todos, pessoas físicas e jurídicas, estão atravessando a ponte. Em segundo lugar, que nessa travessia, temos que nos desdobrar com uma presença de qualidade no ambiente onde sempre tivemos, o ANALÓGICO, e passarmos a ter uma presença de igual, ou melhor, qualidade, no ambiente novo, o DIGITAL. Em terceiro lugar, que com o advento do AMBIENTE DIGITAL não há mais linha divisória entre casa e trabalho, trabalho e casa. E quarto, se não há mais linha divisória, se as empresas vão precisar contar fisicamente com seus colaboradores 8 horas por dia no analógico, e eventualmente outras 8 no digital, tudo o que têm a fazer é oferecer, no trabalho presencial, um NOVO E ENCANTADOR AMBIENTE DE TRABALHO. Onde seus colaboradores possam ser tão ou mais felizes do que são em suas casas.
Como é que anda a saúde dos nativos e crescidos digitais, os trabalhadores brasileiros de 17 a 49 anos? Péssima! Pesquisa realizada com 143.787 pessoas feita pela FUNCIONAL, empresa de gestão de saúde, detectou elevados índices de hipertensão arterial, colesterol, insônia, ansiedade, e até mesmo depressão. Falando à MÁRCIA RODRIGUES do ESTADÃO, o diretor técnico da FUNCIONAL, GUSTAVO LOUBET GUIMARÃES, afirmou, “A hipertensão e o colesterol alto são as doenças da atualidade. E estão associadas ao nosso estilo de vida. Temos percebido que os maus hábitos estão propiciando que elas atinjam cada vez mais jovens. Antes era concentrada na faixa de 40 a 60 anos…”.
Sob a ótica da saúde ideal, em verdade, trata-se de “maus hábitos”. Mas, e sob uma ótica objetiva, realista, e a procura de uma solução ou atenuante, o que de mais rápido pode e deve ser feito é as empresas entenderem essa nova realidade, procederem a uma revisão radical no ambiente e na forma de trabalho, e contribuírem para que as pessoas parem de adoecer com tanta frequência e facilidade. Um investimento inadiável com retorno mais que garantido.
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