Apenas isso…

26/01/2012

Vai continuar esperando? O novo ano já começou e você ainda pensando se vale a pena. Em verdade não vale a pena; é vital. Mudar, evoluir, acompanhar, ou, sinto muito, morrer. Lembra dos Dinossauros?

2012 amanhece com um novo mundo mais que definido. E o improvável não só se revelou provável como ultrapassou, excedeu. Se o AMÉLIA e o BANCO UM naufragaram por açodamento e exagero, a AMAZON é uma mega empresa lucrativa mesmo não tendo atingido a maioridade. Mais de 200 mil desenvolvedores trabalham no mundo inteiro para a APPLE, gerenciados por meia dúzia de gatos pingados. Enquanto o WALMART emprega 2 milhões de pessoas, o FACEBOOK não ultrapassa a casa das duas mil e mobiliza quase 1 bilhão de pessoas.

Mas, mais importante que tudo isso, nós, consumidores mudamos. O velho, ingênuo, submisso e dependente consumidor não mora mais aqui. Acordamos, finalmente, e queremos amor, carinho, design, contexto, narrativa, autenticidade, lealdade. Detestamos compras, mas adoramos experiências de compras. E a tecnologia nos empoderou – isso mesmo, até novos verbos nasceram para traduzir a força que temos. A tecnologia colocou em nossas mãos milhares de novos armamentos para podermos duelar e condenar ao ostracismo as marcas que nos maltratam, ou mergulharmos em sexo explícito e escancarado com as MARCAS que amamos.

Na introdução do ótimo livro de GARY VAYNERCHUK, da LUA DE PAPEL, “GRATIDÃO” – Como gerar um sentimento incrível de satisfação em todos os seus clientes – o autor lembra de frases históricas que subestimavam as novas conquistas de diferentes épocas. Como mais ou menos continua acontecendo com as novidades de hoje. Num memorando interno da WESTERN UNION, de 1876, alguém argumentava, “Este telefone tem muitos defeitos para ser seriamente considerado um meio de comunicação”; ou, em 1920, numa pesquisa sobre as perspectivas do rádio, alguém respondeu, “Uma caixa de som sem fio não tem nenhum valor comercial. Quem pagaria por uma mensagem dirigida a alguém que não se conhece?”; ou ainda a frase de um dos pioneiros do rádio – LEE DE FOREST -, que falava em 1926 sobre a televisão, o mesmo que muitos donos de jornais, revistas e outras mídias convencionais falam hoje sobre a internet e as redes sociais, “Enquanto teórica e tecnicamente a televisão pode ser considerada uma possibilidade, comercial e financeiramente é uma impossibilidade”.

Você continua escrevendo com lápis e a luz de velas? Andando de charretes? Não abrindo mão do papel carbono? Fazendo as entregas de sua empresa no lombo de jumentos? Você assina as declarações de CLIFF STOLL, astrônomo e professor, que disse ainda ontem, 1995, o seguinte, “Os visionários veem um futuro de funcionários se comunicando por meio de telecomunicações, bibliotecas interativas e salas de aula multimídia. Falam de reuniões virtuais e comunidades virtuais. O comércio e as empresas mudarão de escritórios e edifícios para redes e modems. E a liberdade das redes digitais tornará o governo mais democrático. Que bobagem…”.

Amigo, tocou o terceiro sinal. O trem vai partir, o espetáculo já começou, a vida segue. O que você está esperando?

FRANCISCO MADIA, especial para o MADIAMUNDOMARKETING

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